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Temer se reúne com líderes do Mercosul e faz balanço da gestão brasileira

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Por Agência Brasil
Foto Divulgação

O presidente Michel Temer fez nesta quinta-feira (21) um balanço da presidência temporária do Brasil à frente do Mercosul. Ele participa da 51ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, no Ministério das Relações Exteriores, onde passará o comando do bloco para o presidente do Paraguai, Horacio Cartes.

O Brasil presidiu o bloco econômico durante o segundo semestre de 2017, depois da última Cúpula, que decidiu suspender a participação da Venezuela do bloco que integra ainda o Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia, além do Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana e Suriname como estados associados.

Temer recebeu, no Itamaraty, os líderes do bloco e de países convidados. Ao cumprimentar o presidente da Argentina, Mauricio Macri, ressaltou o fato de o país vizinho ter conseguido aprovar a reforma da Previdência.

Em discurso, o presidente relatou que, durante seu comando, o Mercosul deu andamento a várias medidas para reforçar os "princípios de livre mercado, da democracia e dos direitos humanos”. Ele destacou que, neste semestre, foi fechado o acordo sobre contratações e licitações públicas que deve ampliar a oportunidade de negócios para os empresários, e que houve avanço na questão regulatória, na superação de entraves ao comércio e no debate em torno da segurança cibernética.

“Seguimos reduzindo barreiras. Estamos assistindo a uma verdadeira mudança de prioridades, passamos da fase em que se criava empecilhos ao comércio para outra fase, que queremos aprofundar, em que atuamos para derrubar barreiras, reduzir burocracias e assegurar previsibilidade”, disse Temer.

Sob o comando do Brasil, o Mercosul tentou efetivar o acordo com a União Europeia, mas a formalização da cooperação com o bloco europeu ficou para 2018. “Pela primeira vez, em 20 anos de tratativas, há perspectiva realista de que se conclua um acordo abrangente e equilibrado que todos buscamos”, afirmou.

Segundo o presidente brasileiro, o Mercado Comum fechou acordo com o Egito e “estreitou laços” com os países da Aliança do Pacífico, com avanços no projeto dos corredores biooceânicos para integrar melhor os países da América do Sul. E, ainda, no começo de 2018, o bloco deve concluir as negociações com outros parceiros, como Canadá, Coréia do Sul e aprofundar diálogos com Japão e países do sudeste asiático.

Temer também lembrou, em seu discurso, o processo de suspensão da Venezuela, e reforçou o compromisso do bloco com a democracia. “Quando suspendemos a Venezuela do Mercosul, era uma medida que se impunha. Estamos e continuaremos ao lado da liberdade de expressão, da separação dos poderes e dos direitos humanos. Queremos a nação venezuelana de volta à democracia e que possa também voltar ao Mercosul”, declarou.

Nesta quarta-feira (20), os líderes se encontraram na Reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), órgão que tem poder decisório. No encontro, os presidentes discutiram possibilidades de acordos e ações conjuntas relativas à economia digital e ao comércio eletrônico.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Mercosul equivale à quinta economia do mundo, com um produto interno bruto de US$ 2,7 trilhões. Os integrantes do bloco são destinatários de mais de 10% das exportações brasileiras e, em 2016, fizeram trocas comerciais da ordem de US$ 38 bilhões. O volume é 8,5 vezes maior que o registrado no ano de fundação do bloco, em 1991.

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