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Cultura

"Formações que transcendem as habilidades artísticas"

Para o professor de arcodeon da instituição, Rodrigo Sabbi, o ensino de instrumentos musicais, canto, dança, entre outro também atinge a formação cidadã

Professor da Escola Belas Artes Rodrigo Sabbi com os músicos Grégori Trentin e Leonardo Gaz
Lucas Biasus conquistou o Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart) em 2018
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

Com quase 60 anos de existência, é inegável a importância da Escola Municipal de Belas Artes Oswaldo Engel para o estímulo das mais diversas modalidades culturais no município de Erechim e região Alto Uruguai. Para o professor de arcodeon da instituição, Rodrigo Sabbi, o ensino de instrumentos musicais, canto, dança, entre outros, supera o desenvolvimento de habilidades artísticas e atinge também a formação do cidadão. 
Em entrevista ao Jornal Bom Dia, Rodrigo explica as sensações ao observar seus estudantes se destacando no cenário da música regional, como é o exemplo de Grégori Trentin, Leonardo Gaz e Lucas Biasus. "Claro que o trabalho desenvolvido com cada um é bem peculiar, considerando que são atividades individuais e devemos respeitar as particularidades e perfil de cada um, portanto, é diferente de um aluno para outro", pontuou. 
De acordo com o professor, Leonardo tem um perfil mais eclético, "consigo trabalhar da música popular à erudita, aquelas de concerto", destacou Rodrigo. O estudante que está na escola desde o ano 2011, comentou à reportagem que seu interesse pela música foi motivado pela avó Helena (em memória). "Ela conhecia uma professora que me sugeriu aulas. Por mais que minha família não tenha músicos, eu sempre tive apoio e incentivo deles", relatou. 
Contudo, a ausência de pessoas ligada à música foi só na família, "sempre convivi com músicos da região, entre eles o Marcos Tamanini que me apresentou a Escola Belas Artes", pontuou.
Para o estudante, as aulas com o Rodrigo foram muito significativas. "Posso afirmar que foi um divisor de águas, pois ele nos ensinou o compromisso, disciplina e conhecimentos necessários para nossa atuação", destacou, citando ainda, que compõe o grupo de Choro do Belas Artes e o conjunto Porteira de música tradicionalista gaúcha. 

O destaque no cenário musical
Para o professor Rodrigo, se destacar no cenário da música envolve diversos fatores, tais como o ambiente que a pessoa está inserida, por exemplo. Um dos estudantes que também demonstra carreira promissora é o Lucas, que já foi premiado em diversos rodeios artísticos, bem como, conquistou o Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (Enart) no ano passado. 
O músico conta que a paixão pela música foi surgindo ainda na infância, aos cinco anos de idade. "Ganhei uma gaita e depois fui percebendo que um brinquedo de criança estava se tornando algo sério", pontuou. Um de seus primeiros percursores foi seu avô, contudo, a participação na escola Belas Artes melhorou seu desempenho musical. "A instituição me ajuda chegar à perfeição e ser um musico bem-sucedido", concluiu o atual gaiteiro, vocalista e compositor do grupo Vento Negro.
Já Grégori indica que seu caminho profissional mudou em um baile no município de Barra do Rio Azul com a banda Sol e Mar. "Talvez eu tivesse cursado alguma engenharia, no entanto, aquela noite mudou minha vida, eu fiquei fascinado pela questão visual de tudo aquilo, foi incrível", destacou. 
Sua carreira iniciou com aulas de teclado. "Minha mãe incentivou porque gostaria que eu fizesse parte da banda da igreja que frequentamos, somos católicos, mas até hoje eu só toquei em uma missa", pontuou. 
Entre muitas atividades culturais, atualmente ele é regente de um coral de música italiana, motivada por um de seus estudantes. "Me formei em licenciatura em música na Universidade de Passo Fundo (UPF), então eu também sou professor e um dos meus alunos que é presidente desse coral me contou que precisava de um regente e, com isso, ingressei no grupo", enfatizou. 
Para Grégori, atuar como professor transcende o ensinamento de técnicas e teorias musicais, o crescimento não é só para os estudantes, mas para ele também. "Às vezes, acredito que eu aprendo bem mais com eles, do que eles comigo", concluiu. 

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