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Cultura

Exposição em Nova Iorque insere gaúcho no cenário mundial das artes plásticas

O artista que já morou em Erechim carrega em suas obras as marcas do cotidiano dos pampas

Obra "Entrevero" foi escolhida como capa do catálogo dos expositores brasileiros
Dentista Mozart Lago foi professor de Bica no Colégio Agrícola
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação/Amanda Mendes

Um trabalho sensível e compromissado com as raízes de sua trajetória. É assim que o gaúcho Carlito Bicca está conquistando o mundo das artes plásticas. Natural de São Gabriel, o artista que já morou em Erechim e carrega em suas obras as marcas do cotidiano dos pampas, está expondo em Nova Iorque. 
Dois trabalhos de Bicca estão compondo a 41ª edição da Artexpo New York, evento anual que recebe membros da indústria da arte. "Para quem tem a arte como um hobby, sinto-me muito honrado por tudo o que está acontecendo, pelo convite que de certa forma foi inesperado e pela grandiosidade do evento", pontuou Bica, em entrevista ao Jornal Bom Dia. 
A exposição iniciou ontem (4) e segue até este domingo (7). O artista foi convidado a participar com duas obras: Entrevero com tela de 100x160cm e o quadro Lion Horse, em tela de 70x70cm. Ambas as obras possuem técnica mista em acrílico e a Entrevero foi escolhida como capa do catálogo dos expositores brasileiros. 
Para Bicca, a sensação de expor em Nova Iorque é imensurável. "É o centro mundial da cultura, então é algo muito grandioso e estar aqui é gratificante", reforçou, citando ainda, que não pretende perder de vista suas raízes, "espero estar sempre ciente dos limites, continuar aperfeiçoando minha arte e seguir realizando as atividades que me encantam: pintar, viajar e fotografar. Com isso, criar novas telas e técnicas, conhecer novas culturas e registrar em imagens", comentou. 
Bicca já está traçando planos para o futuro, "novas mostras já estão em estudo, sem ter nada definido ainda, mas devo expôr em Dubai nos Emirados Árabes Unidos e em Pequim na China", concluiu. É a primeira vez do artista em exposiões internacionais, contudo, já realizou trabalhos no Uruguai, Argentina e Nova Zelândia.
O artista plástico teve duas passagens por Erechim, a primeira para cursar o 2º grau no Colégio Agrícola Estadual Ângelo Emilio Grando e no segundo momento atuou como engenheiro e diretor em uma empresa industrial, por quatro anos. Mas os laços desenvolvidos permanecem em sua vida, considerando que criou a capa e as ilustrações do livro "Quando o livro é o personagem: histórico das feiras do livro de Erechim", de Paulo Fernandes, lançado em 2018. 

"Sua influência transcende os limites do Estado"
No período que estudou na capital da amizade, Bicca foi aluno do dentista Mozart Lago, que o define como "meio cigano, ele anda pelo mundo para descobrir raízes e vivências e sua influência transcende os limites do Estado: desconhecendo fronteiras ele percorre regiões e países", destacou. 
Para Mozart, Bicca foi mais que um aluno, "ele é meu companheiro, um artista qualificado, uma pessoa afetuosa que criou laços de proximidade e amizade", concluiu, dizendo também que o artista é movido pela cultura e pela vontade exercitar a arte do cotidiano. 

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