Na entrada do gabinete do prefeito em Erechim, ao lado da porta, dois generosos extintores.
E ser prefeito nada mais é que apagar incêndio todo dia. Mas como os interesses são diversos e intermináveis, a mesma ação que apaga um foco de fogo, pode ser o estopim para uma grande fogueira.
E a fogueira das vaidades é inevitável. É infindável. Ser prefeito dá poder, cresce número de inimigos, mas aumenta e muito o número de ‘amigos’.
E separar esse tipo de pessoas aproveitadoras do sistema, é um desafio de difícil solução. Tapinha nas costas é o que mais tem. E nisso a realidade fica camuflada e o que se vê da janela do gabinete, muitas vezes não condiz com o que a população espera de um governante.
E essa leitura que faço não é sobre o atual prefeito Luiz Schmidt. Também é sobre Schmidt, Polis, Zanella e Dexheimer.