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Política

“PP está fragmentado e envelhecido em Erechim”, afirma Carlos Pomagerski, que concorreu a deputado federal

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Carlos Pomagerski: “o partido não abre espaço para novas lideranças”
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

O ex-prefeito Eloi Zanella (Progressistas) foi quem falou por primeiro o nome de Carlos Pomagerski no início do ano passado e que gostaria de concorrer a deputado federal. E o jovem de 32 anos, acabou concorrendo, estreando na política. Aprendeu a gemer sem sentir dor, e conheceu o submundo da política e como a banda toca. No início muitos apoios e com o passar do tempo, os políticos profissionais vieram para a região e cobraram a conta.

Não abraçou candidatura

Os Progressistas que tem o maior número de prefeituras da AMAU (8), não abraçou sua candidatura. Aliás, pulverizou em vários nomes.  Ficaram os mesmos. E nos outros partidos a mesma coisa.

Temporada em Harvard

Após o pleito, descansou e foi estudar em Harvard nos Estados Unidos. Atualmente trabalha no Ministério da Saúde no setor jurídico em Brasília. Em visita a família em Erechim, conversamos um pouco ontem. Está fazendo mestrado em poder legislativo e já trabalhou nos três poderes.

Governo radical e as forças antagônicas

Perguntei-lhe qual a imagem do Brasil e do presidente Jair Bolsonaro no exterior: “É visto como um radical”, alega.

E internamente, em seis meses de governo, diz que “as forças antagônicas (fogo amigo no Executivo federal) brigam o tempo todo por poder”.

O governo reclama que tem muitos petistas infiltrados dentro dos órgãos federais, mas para Pomagerski, o partido mais organizado e com espaços é o MDB.

Praticamente de malas prontas

Gostaria de voltar para Erechim, ficar perto dos amigos e da família, mas faltam oportunidades. Ele que já participou de vários concursos pode estar de malas prontas para o Mato Grosso no fim do ano, para assumir um cartório (praticamente gabaritou a prova).

Alheio ao processo

Questionei-lhe se acompanhou o processo interno da escolha da nova executiva do seu partido, os Progressistas: “fiquei alheio ao processo, mas acompanhei de longe os fatos”. Para ele o partido “está fragmentado e envelhecido” e ainda   que a sigla “não abre espaço para novas lideranças”.

Nenhuma conta para pagar

Mas não esquece de salientar que o partido tem nomes bons com trabalho reconhecido como Eloi Zanella e Eni Scandolara. Mas a impressão que tive, que Carlos deve deixar o partido, pelo fato que não deixou ‘nenhuma conta para pagar”.

 

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