O ex-prefeito Eloi Zanella (Progressistas) foi quem falou por primeiro o nome de Carlos Pomagerski no início do ano passado e que gostaria de concorrer a deputado federal. E o jovem de 32 anos, acabou concorrendo, estreando na política. Aprendeu a gemer sem sentir dor, e conheceu o submundo da política e como a banda toca. No início muitos apoios e com o passar do tempo, os políticos profissionais vieram para a região e cobraram a conta.
Não abraçou candidatura
Os Progressistas que tem o maior número de prefeituras da AMAU (8), não abraçou sua candidatura. Aliás, pulverizou em vários nomes. Ficaram os mesmos. E nos outros partidos a mesma coisa.
Temporada em Harvard
Após o pleito, descansou e foi estudar em Harvard nos Estados Unidos. Atualmente trabalha no Ministério da Saúde no setor jurídico em Brasília. Em visita a família em Erechim, conversamos um pouco ontem. Está fazendo mestrado em poder legislativo e já trabalhou nos três poderes.
Governo radical e as forças antagônicas
Perguntei-lhe qual a imagem do Brasil e do presidente Jair Bolsonaro no exterior: “É visto como um radical”, alega.
E internamente, em seis meses de governo, diz que “as forças antagônicas (fogo amigo no Executivo federal) brigam o tempo todo por poder”.
O governo reclama que tem muitos petistas infiltrados dentro dos órgãos federais, mas para Pomagerski, o partido mais organizado e com espaços é o MDB.
Praticamente de malas prontas
Gostaria de voltar para Erechim, ficar perto dos amigos e da família, mas faltam oportunidades. Ele que já participou de vários concursos pode estar de malas prontas para o Mato Grosso no fim do ano, para assumir um cartório (praticamente gabaritou a prova).
Alheio ao processo
Questionei-lhe se acompanhou o processo interno da escolha da nova executiva do seu partido, os Progressistas: “fiquei alheio ao processo, mas acompanhei de longe os fatos”. Para ele o partido “está fragmentado e envelhecido” e ainda que a sigla “não abre espaço para novas lideranças”.
Nenhuma conta para pagar
Mas não esquece de salientar que o partido tem nomes bons com trabalho reconhecido como Eloi Zanella e Eni Scandolara. Mas a impressão que tive, que Carlos deve deixar o partido, pelo fato que não deixou ‘nenhuma conta para pagar”.