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Cultura

Distanciamento social por coronavírus suspende agenda de conjuntos musicais

Grupos de Erechim relatam situação à reportagem do Jornal Bom Dia e como está sendo os impactos na dimensão econômica

Conjunto tradicionalista de Erechim, Os Monarcas
Por Amanda Mendes
Foto Divulgação

Suspensões, adiamentos e cancelamentos: assim tem sido a rotina dos principais conjuntos musicais erechinenses, com o período de distanciamento social, medida adotada para conter os avanços em casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.

Essa realidade é comum aos grupos Os Monarcas, Passarela, Coração Gaúcho, Chiquito e Bordoneio e do cantor Márcio Rech, considerando que as orientações das organizações de saúde e dos decretos municipal e estadual de situação de calamidade pública, em função do convid-19, impedem a realização de eventos com aglomerações de pessoas.

Em quase 50 anos de história, Os Monarcas nunca vivenciaram momento tão delicado

A situação segue, pelo menos, até o mês de maio. De acordo com Nesio Alves Corrêa, conhecido como Gildinho do grupo tradicionalista Os Monarcas, a agenda está suspensa. “Em 48 anos de história, nunca vivenciamos uma situação tão crítica como desse momento, em decorrência do coronavírus. Orientamos nossos contratantes a não cancelarem seus eventos e sim transferi-los, mas isso nem sempre é possível, já que alguns eventos eram de comemorações em datas importantes. Desta forma, estamos sem tocar e, consequentemente, o recurso financeiro para o sustento de todos os membros, também não vem”.

“Penso que a nossa classe foi uma das mais afetadas, já que fomos a primeira a suspender atrações. E, tomara que eu esteja errado, mas as perspectivas é que seremos os últimos a retomar a normalidade. Afinal, as pessoas estão receosas com a pandemia e estamos cientes que voltar 100% como era antes, ainda irá demorar. Mas, de qualquer maneira, estamos acatamos as orientações da Organizacional Mundial da Saúde (OMS) e esperamos que em breve possamos continuar levando a alegria e boa música a todos os rincões”, acrescentou Gildinho.

Previsão de retorno é só a partir de maio

Conforme Chiquito, até o fim de abril todos os shows do grupo foram cancelados. “Algumas datas serão remarcadas, contudo, outras não, pois nós íamos tocar em muitas festas municipais, que já foram canceladas para este ano”, contou à reportagem do Jornal Bom Dia.

Esse cenário interfere diretamente na dimensão econômica dos membros do grupo. “O impacto financeiro na empresa é gigantesco, pois são 16 pessoas que prestam serviços ao grupo, e, sobretudo, que vivem da empresa Chiquito e Bordoneio. Estamos procurando dar todas as assistências possíveis para nossa equipe de colaboradores, mas sabemos que para nosso mercado se reerguer em 2020, será muito difícil. Portanto, estamos projetando que teremos que trabalhar todo o restante deste ano e mais 2021 para arcar com os prejuízos deste período”, concluiu Chiquito.

A banda Coração Gaúcho está com os shows suspensos até fim de abril e alguns que estavam marcados para o mês de maio foram transferidos para setembro.  O grupo aguarda as próximas semanas para saber como estará a situação e avaliar a possibilidade de confirmar novas datas de apresentações.

O mesmo se aplica à banda Passarela. Por enquanto, todos os eventos foram cancelados até a Páscoa, que neste ano será no dia 12 de abril. A data de retorno ainda não está definida, pois o grupo aguarda liberação dos órgãos municipais e estaduais. De acordo com a assessoria de comunicação da banda, todos os membros e colaboradores estão em casa, ninguém apresentou nenhum sintoma direcionado ao coronavírus e eles esperam que até maio a situação se normalize para retomar a agenda.

Em entrevista ao Jornal Bom Dia, o cantor Márcio Rech relatou que os eventos também foram cancelados até início de maio. “Na verdade, vamos aguardar até que haja uma orientação dos governos e das organizações de saúde para sabermos quando poderemos retomar os eventos. É uma situação delicada, entendo a importância de ter o distanciamento social, mas como sou autônomo dependo dos shows para ter renda, mas o que nos resta é aguardar”.

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