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Política

Intramuros, as eleições em Erechim já começaram. Faz tempo!!!

Veja uma atualização dos possíveis candidatos à prefeitura em 4 de outubro, num pleito, que ainda pode trocar de data

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Todos querem subir a escada que leva ao gabinete do prefeito. Mas muitos ficarão pelo caminho, pelos
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Pelo calendário eleitoral, as eleições municipais devem acontecer em 4 de outubro. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está monitorando a situação da pandemia da Covid-19 no país e podemos sofrer mudança na data.

 

A eleição sai de qualquer forma

Mas a eleição irá acontecer de qualquer forma, e não irá ter mandato tampão como alguns gostariam. Essa possibilidade foi descartada pelo novo presidente do TSE, ministro Luis Alberto Barroso.

 

Os prazos eleitorais correram normalmente

Apesar das notícias diárias serem vinculadas ao novo coronavírus, os prazos eleitorais correram, os partidos estão se organizando, com novas filiações, as conversas avançam, coligações são feitas e desfeitas, vários vereadores trocaram de partido para tentarem se viabilizar eleitoralmente, numa eleição sem coligação na proporcional.

 

Os anos passam rápido  

E os anos passam muito rápido. Parece que foi ontem a eleição histórica de 2016 em Erechim, onde o primeiro colocado e o segundo, ficaram separados por 12 votos. Até hoje tem gente que se puxa os cabelos. Numa diferença tão apertada, que representa casas decimais na porcentagem de votos, qualquer ação isolada era o suficiente para mudar e quem sabe reverter o resultado. Mas esses dados servem para a história, para pesquisa. E quem é quem hoje? Quem estará no páreo. Nessa coluna, atualizo, os possíveis candidatos à prefeitura de Erechim.

 

PSDB

É o partido do prefeito. Com o não de Schmidt no ano passado, resolveram apostar em um único nome, o do chefe de gabinete do prefeito, Roberto Fabiani. Outros nomes ficaram pelo caminho, como Altemir Barp (secretário de Desenvolvimento Econômico). O secretário de Obras Públicas, Vinícius Anziliero, pode ser o plano B. Outra situação que tem que ser reforçada é que dos partidos que elegeram o PSDB e o PDT, nem todos estarão juntos em outubro.

 

PDT

Partido do vice-prefeito, Marco Lando, seria o candidato natural da coligação, com o prefeito não concorrendo. Mas não é assim que a música toca. Lando já afirmou que se quiser concorrer a prefeito irá, independentemente do apoio do PSDB.

 

Progressistas

Outro partido que dá apoio ao prefeito Schmidt. Passou por um processo interno, que teve desdobramentos negativos num primeiro momento. Perdeu pessoas, e buscou outras. Pulou de um vereador para quatro, com a janela de transferência, ficando com a maior bancada do Legislativo, ao lado do MDB. Publicamente anda não lançou nome para concorrer à prefeitura. Tentou até o fim filiar Jackson Arpini e o presidente da Accie, Fabio Vendruscollo, mas não conseguiu. Irá buscar alguém, dentro de seus quadros, para colocar na mesa de negociações. Mas precisará ter o aval, do ex-prefeito Eloi Zanella.   

 

 

Republicanos

Os Republicanos, na eleição passada, apoiaram Schmidt e Lando. No ano passado deixaram o governo, buscando um projeto para esse ano de 2020. Perderam o único vereador que tinham, Leandro Basso (foi para os Progressistas) e buscaram outro, Gilson Serafin (que deixou o PSD). O nome do partido para a majoritária é Ernani Mello. Outro especulado era Pedro Lorenzi, prefeito de Paulo Bento, que não deixou o cargo seis meses antes, e está fora da disputa.

 

PL

Outro partido que apoiou Luiz Schmidt na eleição passada. Após uma disputa interna, nesse ano, o comando da sigla trocou de mãos e perdeu filiados, que permanecem no governo, mas buscou outros. O novo presidente, o deputado estadual Paparico Bacchi, quer ter candidato na majoritária. O partido tem nomes como Cláudio Pagliosa e Adilson Stankiewicz, para oferecer em uma coligação. 

 

PSD

O PSD nas últimas eleições chegou a ter quatro pré-candidatos a prefeito. De última hora acabou sem nenhum, e liberou seus filiados para apoiarem quem quisessem. Boa parte apoiou Schmidt. Foram perdendo filiados ao longo dos anos e seu único vereador, Gilson Serafin (Pimenta), que também era presidente saiu do partido recentemente. Sem representação, publicamente não dá sinais de como será sua participação nas eleições desse ano.

 

PMDB

O MDB ficou oito anos do governo com Ana de Oliveira como vice-prefeita (2009 a 2016). Concorreu a prefeita e perdeu por 12 votos para Schmidt. O ex-prefeito Paulo Polis entrou no partido, concorreu a deputado federal e ficou na segunda suplência. Há um ano, tinha mais pré-candidatos, mas de um tempo para cá, trabalha com apenas um nome, Paulo Alfredo Polis.

 

PSB

Desde que acabou as eleições em 2016, o partido trabalha com o mesmo nome. Flávio Tirello, que nunca tinha participado de um pleito, concorreu na última e já teve seu nome lançado como pré-candidato em evento no Piscina Clube.

 

PTB

O PTB teve uma disputa interna em Erechim. E o vereador Claudemir de Aráujo, mesmo não sendo o presidente, é quem comanda a sigla. Em evento recente, de apresentação de pré-candidatos na Câmara de Vereadores, Araújo foi lançado como pré-candidato a prefeito.

 

PT

O Partido dos Trabalhadores depois da refrega nacional, vem buscando se organizar nos municípios, mas sem muito alarde. Não se tem ainda de forma clara qual papel o PT adotará nas eleições desse ano. Mas o pré-candidato deles à prefeitura de Erechim é o vereador Lucas Farina.

 

PRTB

O PRTB foi fundando em Erechim há pouco tempo. E aposta no nome de Tiago The Police, para concorrer à prefeito.

 

PSL

O último partido a lançar pré-candidatos a majoritária é o PSL. Esta semana apresentou Kaká Cofferi (ex-Progressistas) e a empresária Bruna Dariva, como nomes para uma chapa pura na corrida à prefeitura, ou para apresentar numa possível negociação.

 

Outras siglas

Em Erechim, tem outras siglas registradas, sem representatividade na Câmara de Vereadores, alguns com suplências, que deverão compor com as siglas mais tradicionais. E a decisão costuma ser no apagar das luzes das convenções partidárias.

 

“Eleição é que nem parto, tem hora”

Os tradicionais políticos que fiquem com as barbas de molho. Com o recado das urnas nas eleições gerais de 2018, talvez apareça um nome, que não tem viabilidade hoje, mas pode surpreender, e lembro uma frase do advogado Jorge Lisboa Goelzer: “eleição é que nem parto, tem hora”

 

Vencer é a exceção e perder é a regra

Sempre é bom ressaltar, que o jogo político é tão voraz, que só a vontade não basta. Muitos nomes ficarão pelo caminho, serão alijados do processo pelos mais variados motivos. Mas uma coisa é certa: todos querem subir a escada que leva ao gabinete do prefeito com a faixa no peito. Vencer é a exceção e perder é a regra.

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