16°C
Erechim,RS
Previsão completa
Euro R$ 6,32 Dólar R$ 5,38
0°C
Erechim,RS
Previsão completa
Euro R$ 6,32 Dólar R$ 5,38

Publicidade

País

Sérgio Moro deixa o Ministério da Justiça, e teme por interferência política na Polícia Federal

“Tenho de preservar minha biografia”
Por Rodrigo Finardi
Foto José Cruz/Agência Brasil

O Ministro da Justiça, Sérgio Moro, símbolo da lava-jato, convocou coletiva para às 11 horas de hoje, e anunciou sua saída do governo de Jair Bolsonaro, após a exoneração no Diário Oficial, do diretor geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, nesta sexta-feira, 24.

Moro, havia falado para Bolsonaro, que caso Valeixo, fosse afastado do cargo, ele iria junto. E não blefou.

E após uma explanação de sua trajetória, anunciou sua saída, inclusive reiterando que seu aceite ao cargo, estava diretamente relacionado em ter carta branca para trabalhar, no qual o presidente Bolsonaro concordou e que seria essa a “única condição”, disse Moro.

Salientou que “Dentro do Ministério a palavra de ordem é integração. "Trabalhamos duro contra a criminalidade” e que “nesse momento o Ministério está voltado a pandemia do novo coronavírus”.

“Conseguimos resultados expressivos na queda da criminalidade e mais de 10 mil brasileiros deixaram se ser assassinados e isso em parceria com estados”, relatou Moro.

Após a fala inicial, entrou propriamente no assunto da coletiva: “Durante esse período tive apoio do presidente Bolsonaro e outros nem tanto”. Foi quando falou da substituição do chefe da Polícia Federal, que começou a ser ventilada ainda no ano passado: “minhas escolhas foram feitas tecnicamente”.

Moro salientou que não teria problema em trocar os cargos, e principalmente da chefe da Polícia Federal, mas questionou Bolsonaro que queria uma causa, uma falta grave: “Não era uma questão de nome. Foi uma violação de uma promessa que me foi feita, e com interferência política na Polícia Federal”.

 Solicitou ao Bolsonaro, na quinta-feira (23) em conversa que a substituição de Valeixo, fosse por alguém que mantivesse a continuidade ao trabalho, usar alguém de carreira: “Não obtive resposta dele”.  Moro defende a autonomia da Polícia Federal e afirmou que ficou sabendo da exoneração pelo Diário Oficial e que não assinou nada: “me sinto no dever de defender a instituição”.

Citou que no período frente ao Ministério teve divergências e convergências com Bolsonaro, mas que falará sobre isso (principalmente as divergências) em outra oportunidade”.

“Tenho de preservar minha biografia”, disse Moro, antes de anunciar oficialmente sua saída do governo Bolsonaro: “independentemente de onde eu estiver, estarei à disposição em ajudar”.

 

 

 

 

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas