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Política

Regra para eleger vereadores desafia partido políticos

Sem coligações na proporcional e com nova fórmula para calcular as sobras, se aplicada em 2016, mudaria a fotografia do Legislativo erechinense em quase 18%

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Entrariam pelo novo cálculo, Clarice Moraes (MDB), Talita Loss (PV) e Márcio Pavoni (Solidariedade)
Sairiam os vereadores Emerson Schelski (PSDB), Leandro Basso (Republicanos agora nos Progressistas)
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi e Divulgação

O novo sistema eleitoral está desafiando os partidos políticos na eleição para a Câmara de Vereadores de Erechim. Com as coligações na proporcional proibidas, as siglas precisam fazer uma nominata cheia para garantir representatividade nos legislativos.

O novo cálculo

Para explicar como ficará o cálculo para preenchimento das 17 vagas em Erechim, primeiro um levantamento de como os partidos foram nas eleições de 2016, individualmente, para posteriormente aplicar a nova regra de preenchimento das vagas que não atingem o quociente eleitoral.

208 candidatos em 2019

Em 2016, 208 candidatos concorreram à vereança em Erechim, por 19 partidos distintos. E 11 destes, conseguiram assento na Câmara de Vereadores.

O quociente eleitoral

Na última eleição municipal, foram registrados 60.703 votos válidos (nominais e no partido). E é através desse número que se calcula o quociente eleitoral, dividindo os votos válidos pelo número de vagas (17). Chega-se ao número de 3.571. Esse número baliza, de acordo com a Justiça Eleitoral, o número de cadeiras que cada partido faz. Isso se chama quociente político. Após essa distribuição, todos os partidos registram sobras (média), que servirão, num segundo cálculo, para preencher as vagas remanescentes.

O desempenho

O desempenho dos partidos, em 2016, foi o seguinte, para depois explicar, como ficaria a nova composição, com a lei vigente para 2020:

1º lugar: MDB com 10.343 votos (2 cadeiras pelo quociente político)

2º lugar: PT com 8.301 votos (2 cadeiras pelo quociente político).

3º lugar: PDT com 5.969 votos (1 cadeira pelo quociente político)

4º lugar: PV com 4.717 votos (1 cadeira pelo quociente político)

5º lugar: PTB com 4.644 votos. (1 cadeira pelo quociente político)

6º lugar: PSDB com 4.476 votos (1 cadeira pelo quociente político).

7º lugar: PSD com 3.992 votos (1 cadeira pelo quociente político).

8º lugar: PSB com 3.929 votos. (1 cadeira pelo quociente político)

9º lugar: Progressistas com 3.252 votos.

10º lugar: Solidariedade com 2.788 votos.

11º lugar: PCdoB com 2.185 votos.

12º lugar: Republicanos com 2.121 votos.

13º lugar: DEM com 954 votos.

14º lugar: PPS com 883 votos.

15º lugar: PSC com 511 votos.

16º lugar: PMN com 507 votos.

17º lugar: PL com 447 votos.

18º lugar: PTdoB com 443 votos.

19º lugar: PROS com 176 votos.

 

10 vagas diretas e 7 pelas sobras

Usando como parâmetro esses números apresentados, oito partidos, se fosse com as regras desse ano de 2020, teriam vaga direto pelo quociente político (MDB, PT, PDT, PV, PTB, PSDB, PSD e PSB). Desta forma,10 vagas estariam preenchidas. As outras sete vagas, partem para a distribuição por sobras.

 

Diferença crucial

E aqui tem uma diferença crucial. Quem não atingiu o quociente partidário (de 3.571 votos), passa a disputar essas vagas. Essa conta é feita dividindo o número de votos válidos atribuídos a cada partido, pelo número de cadeiras conquistadas, mais um, cabendo a sigla que apresentar a maior média um dos lugares a serem preenchidos e repete a conta a cada cadeira, até serem preenchidas as 17 vagas.

 

11ª cadeira

A décima primeira cadeira ficaria com o MDB, pois tem a maior sobra. Pega-se o número de votos feitos pelo partido, 10.343 divide-se por 2 +1. Chega-se a sobra de 3.447. Com três cadeiras, para participar da próxima sobra, tem que dividir por 3 + 1.

 

12ª cadeira

A décima segunda cadeira seria ocupada pelos Progressistas, que mesmo não atingindo o quociente político, com a nova regra, passa a disputar as vagas. E tem 3.252 votos, a segunda maior sobra. Mas na próxima conta, para a próxima vaga, terá que dividir esses votos por 1 +1.

 

13ª cadeira

A décima terceira cadeira, ficaria com o PDT, com sobra de 2984 votos. Pega-se os votos totais, 5.969, e divide por 1 + 1. Mas na próxima conta para sobras, terá que dividir por 2 + 1.

 

14ª cadeira

Com 2.788 votos, mesmo sem conquistar o quociente político de uma vaga, o Solidariedade colocaria um vereador.

 

15ª cadeira

A décima quinta cadeira seria ocupada pelo Partido dos Trabalhadores, com uma sobra de 2.767 votos. E na próxima vaga tem que pegar o número de votos do partido, 8.301 e dividir por 3 (cadeiras conquistadas) + 1.

 

16ª cadeira

Depois de conquistar uma cadeira pela sobra (11ª) e recalculada as sobras, O MDB faria mais uma cadeira, a quarta com 2.585 votos (10.343 dividido por 3 + 1).

 

17ª cadeira

A última cadeira do Legislativo erechinense seria preenchida pelo Partido Verde, com sobra de 2.358 votos.

 

Cláusula de barreira  

A legislação prevê também, que só podem concorrer as vagas remanescentes, quem atingir a cláusula de barreira, que é 10% do quociente eleitoral (357 votos)

 

Composição final

Com esse novo cálculo que está em vigor para as eleições de 2020, e usando os números de 2016, aplicando a nova fórmula ficaria assim distribuídas as 17 vagas: MDB (4); PT (3), PDT (2), PV (2), PTB (1), PSDB (1), PSD (1), PSB (1), Progressistas (1), Solidariedade (1).  Isso sem contar as trocas de partido que ocorreram esse ano.

 

Quem sairia e quem entraria

Se a lei eleitoral de 2020, fosse aplicada em 2016, três vereadores seriam trocados. Sairiam Sandra Picoli (PCdoB), Leandro Basso (Republicanos e agora está nos Progressistas) e Emerson Schelski (PSDB). Entrariam Clarice Moraes (MDB), Talita Loss (PV) e Márcio Pavoni (Solidariedade).  

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