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Cultura

Cultura: ‘É preciso se reinventar’

A afirmação é do professor da escola de dança New Way, Allan Knecht que adotou medidas estratégicas para continuar as atividades no período da quarentena

Allan Knecht: “A dança e a cultura de alguma forma, irão promover educação. Trata-se de práticas ped
Por Taiane do Carmo
Foto Arquivo pessoal

De acordo com um estudo divulgado pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Universidade Federal de Minas Gerais (Cedepar-UFMG), a paralisação das atividades culturais, causará um prejuízo de R$ 11,1 bilhões, em três meses no Brasil. Este fator se explica, porque as famílias brasileiras possuem uma média de 14,36% dos gastos em cultura.


Enquanto os investimentos nacionais e estaduais se concentram nos setores da saúde e da ciência, os artistas, tendem a buscar uma nova forma para se organizar. Foi o que aconteceu com a escola de dança de Erechim New Way.


Conforme o coreógrafo, bailarino e professor de dança, Allan Knecht, a escola possui mais de 130 alunos, de todas as faixas etárias. Este período de isolamento social, despertou um novo desafio. Se adaptar e se reinventar. 


De forma on-line, Knecht explica as principais medidas que a instituição está adotando. “Agora, as aulas presenciais, estão com poucos alunos, para turmas maiores, estamos fazendo semipresencial. O público infantil, em sua maioria, está com as aulas presenciais suspensas realizando as atividades à distância. Os grupos de competições e ensaios periódicos também foram suspensos temporariamente”, destaca. 


Cenário de mudanças 


Para Allan, o isolamento foi um desafio para cada profissional da arte ou da cultura que trabalha diretamente com pessoas. “Assim como em qualquer área, a criatividade foi essencial, e também necessária para se reinventar em um período de tempo curto”, ressaltou. 


Segundo ele, a maioria dos profissionais das artes, já estão acostumados a criar novos produtos. “Ao meu ver, empresas e prestadores de serviços que não conseguiram administrar o trabalho de forma criativa e se adaptar (não só na quarentena), mas às necessidades das pessoas e às mudanças constantes cada vez mais rápidas que a sociedade sofre, provavelmente, não irão se manter por muito tempo no mercado”, pontua. 


A importância da Cultura

Segundo o professor, a cultura, é importante para qualquer lugar do planeta. “Em Erechim, são milhares de pessoas que consomem serviços culturais e artísticos todos os dias. Desde aulas práticas artísticas até outras atividades que nem percebemos. Com certeza, muitas pessoas estão sendo prejudicadas, não só artistas, mas toda a rede que atua direta ou indiretamente com estas áreas”, explica.


Dificuldades

De acordo com Allan, na atual situação, todas as escolas que trabalham nesta área, tiveram uma diminuição de alunos, mas existem outros setores na área cultural que foram ainda mais afetados. “Produtores de eventos culturais e seus prestadores de serviços, por exemplo, tiveram suas atividades e renda totalmente paralisadas, possivelmente até o fim do ano. Fico grato de ainda conseguir com criatividade e empenho, manter os serviços do estúdio”, afirma. 
Adaptação


Segundo o professor, para muitos alunos foi difícil a adaptação súbita. Mas também impulsionou a escola a criar de forma rápida novos serviços e produtos que serão usados continuamente. “Focamos em formatos de aula necessárias ao aprendizado, que não envolvem somente a prática. Além disso, realizamos atividades através de transmissões ao vivo pela internet e disponibilizamos aulas gravadas”, explica. 


Knecht, também destaca, a necessidade de colocar em prática um sistema que permita as atividades retornarem de forma gradual. “Ao final da quarentena, acredito que, se tomarmos todos os cuidados, e continuarmos a nos reinventar, seremos mais fortes que antes”, finaliza. 

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