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Cultura

‘Quero deixar algo bom na vida das pessoas’

Conheça a história do jovem erechinense que viu na música uma forma de trazer esperança às pessoas no período da quarentena

Gabriel Vivan Soares é músico e ator e acredita nas artes como uma forma de comunicação às pessoas
Por Taiane do Carmo
Foto Arquivo pessoal

O jovem erechinense Gabriel Vivan Soares, de 24 anos, viu na arte e na música uma forma de trazer esperança às pessoas no período da quarentena. Gab Vivan, como é conhecido, é músico e ator há quatro anos, mas já é envolvido com as artes por quase uma década.

Em dias de pandemia, além de compor músicas e organizar novos projetos, recentemente começou a fazer lives com mensagens de esperança em suas canções. “Foi muito bom, até então, nunca tinha feito isso. Na live, muitas pessoas interagiram comigo, estavam felizes. Foi como se o público estivesse perto de mim realmente em um evento. Vi que, é possível transmitir mensagens boas para as pessoas, principalmente nessa época”, pontua.

O viver da arte

Atualmente o cantor concilia os projetos na área da cultura, como música, teatro, e estudos com o trabalho. “Realmente tenho uma rotina bem corrida. São quatro universos bem diferentes. Tivemos um tempo de isolamento social no trabalho, em que me concentrei em compor músicas novas, me dedicar na atuação e estudos. Hoje não vivo só da arte, futuramente está nos meus planos, claro, mas nesse período, estou tentando fazer coisas diferentes, não só, ficar em casa, mas tirar projetos do papel. Às vezes ocupamos os momentos de maneira ruim, acredito que podemos pensar além nesse cenário que estamos vivendo”, reflete.

Desafios

Para o artista os desafios de atuar na cultura são pessoais. “Penso no tempo das coisas, o que poderia ser mais rápido ou não, quando você diz que é “artista” as pessoas questionam, elas dizem: ‘ como você vive? ’. Mas no meu ver, são processos, não fico planejando muito a longo prazo, faço projetos sim, mas deixo as coisas acontecerem naturalmente”, afirma.

Composições

Gabriel conta que não tem um método específico para compor. As músicas são inspiradas em sentimentos e emoções que vivencia no dia a dia. “Surgem em forma de letras, melodias, às vezes indo para a faculdade, na minha rotina, então procuro sempre anotar, gravar, para que aquela ideia não venha se perder. Depois de desenvolver ela com os outros elementos, finalmente a música ganha ‘vida’, diz.

Atualmente o artista possui composições próprias como “Cor” em que reflete sobre a vida e amor e seu último lançamento que carrega o nome “Toma lá da cá”, música em estilo pop, que alcançou mais de 30 mil ouvintes no Spotify em diferentes estados brasileiros e países. Vivan, já fez parte de bandas musicais e realiza trabalhos em parcerias com outros profissionais das artes e DJs.

Algo de bom a dizer

O jovem acredita que música e atuação na vida de um artista significa comunicação. “O artista é aquele que tem algo a falar, agregar. Não adianta ser visto ou ser uma referência, se você não tem algo a dizer às outras pessoas”, e conclui: “Quero ser um artista para ser lembrado das coisas boas que eu deixar na terra.  Sei que não somos imortais, mas quando uma pessoa faz coisas boas no mundo, ela pode ser lembrada. Seja por uma música, um poema, uma história de vida. Talvez minha música, venha ser inspiração para alguém, minha atitude, talvez um exemplo para outras atitudes positivas. Para mim, arte e educação são a única maneira de mudar as coisas. Acredito que o mundo pode ser um lugar melhor se as pessoas darem mais ouvidos para a arte e cultura. Não é simplesmente ser um artista, é alguém querendo fazer outras pessoas enxergarem o artista que possuem dentro de si, e assim melhorar o mundo e principalmente deixar um legado”, finaliza Gabriel Vivan Soares.

Sobre Gab Vivan

A paixão pelas artes, começou ainda na escola, onde descobriu que gostava da atuação. Quando chegou no ensino médio, descobriu o gosto pelo teatro nas apresentações de fim de ano. Na música, iniciou aprendendo a tocar violão no Cifra Club e com o tempo, a cantar. Seu ano de descoberta na Capital da Amizade, foi no Centenário de Erechim, onde participou das apresentações culturais, tocando músicas de outros artistas e suas próprias músicas. Atualmente, faz apresentações em eventos e mistura as artes para se expressar.

 

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