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Política

O futuro prefeito de Erechim e as crises sanitária, econômica e política

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Além das três crises – sanitária, econômica e política -, tem as peculiaridades locais, para colocar
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Usando uma frase do renomado advogado Jorge Lisboa Goelzer, que “eleição é que nem parto, tem hora”, discorro algumas linhas sobre qual o perfil que a população de Erechim buscará no futuro prefeito?

Se a eleição tem hora, é preciso saber a conjuntura atual, pois reflete diretamente na decisão do eleitor. Então vejamos.

Crise sanitária

Estamos no meio de uma pandemia. Uma grave crise sanitária sem hora para acabar. Os ânimos estão exaltados, e as redes sociais são terrenos férteis para destilar veneno, mentiras, mas também as inseguranças, o medo do presente e o pavor do futuro que ninguém sabe o que nos espera. E quem perder um ente querido, irá em determinado momento pesar o seu voto, pela postura dos políticos durante a pandemia. É a crise sanitária

Crise econômica

Milhares de pessoas estão perdendo seus empregos em Erechim (oficialmente são mil demissões relativo a março e abril), mas em maio os números são assustadores podendo chegar a 4 mil no acumulado, de acordo com levantamento feito pelo Jornal Bom Dia junto a escritórios de contabilidade e RHs de grandes empresas. Quem tiver sem emprego, passando necessidades, e sem perspectivas, irá em determinado momento pesar o seu voto, pela postura dos políticos durante a pandemia. É a crise econômica.

Crise política

Outra questão que não deve ser desassociada das eleições municipais é a crise política interminável que passa o país, que na maioria dos momentos deixa de lado a crise sanitária e a crise econômica. E essa divisão, deve sim, refletir nas eleições municipais.

A postura dos candidatos, pró ou contra Bolsonaro, irá em determinado momento pesar o seu voto, pela postura dos políticos durante a pandemia. É a crise política

 As peculiaridades locais

Além das três crises já citadas – sanitária, econômica e política -, tem as peculiaridades locais, para colocar mais um ingrediente nessa eleição, que não tem data definida (pode mudar de 4 de outubro), não se sabe se será em dois dias (grupo de risco num e os demais em outro), ainda não foi definido de quem estará quem, e os recursos devem ser reduzidos. Uma eleição diferente, que quem errar o discurso, por mínimo que seja, irá pagar caro, pela ira dos eleitores.

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