Final de semana agitado em Erechim, nos meios políticos. Partidos buscam a melhor composição, mas o acerto está longe de acontecer e deve ocorrer só no apagar das luzes, no último dia das convenções partidárias, em 16 de setembro.
Uma não saiu e duas reúnem quatro partidos
Reunião marcada para as 15 horas do último sábado (8), no consultório do pré-candidato a prefeito Claudio Pagliosa (PL), acabou não ocorrendo. Por outro lado, duas reuniões acabaram acontecendo entre quatro partidos: PTB, Progressistas, Republicanos e Solidariedade. Nada ficou definido e essa semana devem sentar novamente, para buscar um acordo.
Saiu ou não saiu?
Informação, não confirmada pelos envolvidos, que na última semana estiveram reunidos o PDT (do pré-candidato a prefeito Marcos Lando) e o PSDB (do pré-candidato a prefeito Roberto Fabiani). A reunião teria acontecido na casa do prefeito tucano, Luiz Francisco Schmidt. Várias pessoas confirmam que a reunião saiu para tentar juntar os dois partidos. Marcos Lando vê todos os movimentos normais para o período. E tem razão, sempre é assim.
Não quer ser usado e pode ir sozinho
O PRTB do pré-candidato Tiago The Police vê com bons olhos a aproximação com o PL, do também pré-candidato Claudio Pagliosa. Tiago gostaria de compor uma dobradinha para a majoritária com o PL. E ainda buscar outros partidos. Não quer ser usado e se preciso for, irá concorrer sozinho com chapa pura. Na próxima sexta-feira se afasta da Brigada Militar por força da legislação eleitoral.
Em busca de uma solução para candidatura de situação
Na semana passada se reuniram dois ex-prefeitos, Antônio Dexheimer (DEM) e Eloi Zanella (Progressistas), com o atual prefeito Luiz Schmidt (PSDB) e o pré-candidato a prefeito Claudemir de Aráujo (PTB). Objetivo de buscar uma solução para os partidos que fazem parte do governo.
A maior dificuldade do governo
A maior dificuldade no governo hoje, é unir PDT e PSDB, já que os dois tem pré-candidatos a prefeito e pelos movimentos ninguém abre mão da cabeça, dividindo a situação e deixando outros partidos sem saber exatamente o que fazer.
Sem espaço para uma terceira via
Para um membro de partido de situação, não tem espaço nas eleições de 15 de novembro, para uma terceira via. Segundo essa pessoa, apenas duas candidaturas são viáveis, uma de oposição e outra da situação, representando o atual governo. “Qualquer outra candidatura é para ser coadjuvante e até bancada por uma das duas viáveis, para dividir os votos, numa estratégia, baseada em pesquisas e para onde migram os votos”, disse esse membro.
“Lavo minhas mãos. Os de sempre querendo dar cartas”
Claudemir de Araújo (PTB), que participa das reuniões, afirma que “nunca imaginei viver uma situação destas. Querem empurrar um candidato garganta abaixo”. Refere-se ao `PSDB: “Estou fora. Só vou cuidar dos pré-candidatos a vereador do PTB e lavo minhas mãos. Os de sempre querendo dar as cartas e sair de mão”, ressalta Araújo.
“A porta tem que se abrir. Jamais ser arrombada”
Ernani Mello, presidente dos Republicanos, que anda conversando com partidos de situação e oposição vê o jogo político totalmente indefinido: “A porta tem que se abrir para uma candidatura, jamais ser arrombada”.
“O tempo passa, o tempo voa...”
Não sei por que, ao escrever essa matéria, me lembrei da propaganda do Bamerindus: “o tempo passa, o tempo voa...” Como se vê, está ficando cada vez mais difícil um consenso. É reunião para marcar reunião e a definição deve ficar para o último dia.