Como já escrevi, uma candidatura com PDT e PSDB seria natural para representar o governo municipal de Erechim. Mas na política nada é natural. A aproximação do PSDB com o PL no último final de semana, pode sim, representar uma ruptura prematura com os partidos que hoje tem o prefeito e o vice.
Evitou especulações
Nesse processo eleitoral, o PDT falou muito pouco, evitou qualquer especulação para não tumultuar o processo. Ontem, procurei o presidente do partido, Gilmar Fiebig e o pré-candidato a prefeito, Marcos Lando, para saber como avaliam a aproximação do PSDB e o PL.
Discorda de ações do governo
Fiebig disse que “essa pergunta deve ser feita aos filiados deles”. Insisti, que a pergunta se referia com relação ao PDT, que faz parte do governo. Foi quando Fiebig, após silêncio sepulcral de meses, desabafou: “O PDT de Erechim, discorda de algumas ações desta administração e oportunamente falaremos”.
“Aproximação não significa casamento”
Marcos Lando, mantém a mesma postura que vem adotando há tempos, com cautela e cuidado nas palavras: “Vejo com normalidade qualquer aproximação. Isso não significa casamento”.
Encontro casual com grande significado
Na terça-feira (25), outros membros de partidos, diferentes daqueles que estavam no encontro entre PSDB e PL, se encontraram na parte de traz da prefeitura: o vice-prefeito Marcos Lando (PDT), o vereador Leandro Basso (Progressistas) e o suplente de vereador José Mantovani (PL). O teor da conversa não tive acesso, mas não é difícil de imaginar. Não estavam falando do tempo, nem de Inter e Grêmio. Pode ter sido um encontro casual, mas com grande significado para o momento.