A reunião dos Progressistas em Erechim, na noite de quarta-feira (2), era para dar um encaminhamento a possível coligação com o PL, numa chapa com Claudio Pagliosa e Marinês Ronsoni, mas não avançou. Foi uma reunião tensa, com batida na mesa e tom de voz mais alto, em função de vários tipos de entendimentos. Em determinados momentos o presidente Narciso Paludo, teve que gritar e se impor, para tentar colocar ordem.
Os nomes
Nessa noite três nomes apareceram como pré-candidatos à majoritária pelos Progressistas: João Bruschi, Rosimar Benassi (Zuco) e Marinês Ronsoni.
Uns querem indicar o vice de Fabiani
Uns querem permanecer no governo e apoiar o PSDB, e indicar o vice de Roberto Fabiani. Tal vontade, representa, principalmente de membros que ocupam cargo no governo Schmidt. Caso feche com o PL, o partido tem que sair da prefeitura.
Sem evolução, outra reunião foi marcada para hoje
Essa possibilidade (da manutenção dos cargos) teria irritado o presidente Paludo que teria dito que não está há cinco meses trabalhando para chegar agora com estas questões pendentes e que não avançam. Como a reunião não evoluiu como se imaginava, outra foi marcada para hoje, 4 de setembro.
“Aceitarei a decisão e apoiarei o escolhido”
Procurei os pré-candidatos para saber o que pensam desse momento. João Bruschi, preferido de muitos internamente, afirmou que há tempos colocou seu nome à disposição, mas não sabe porque não veio a público essa decisão: “Essas alturas, nem eu sei mais qual é a minha situação dentro dos Progressistas. Mas como soldado do partido aceitarei a decisão e apoiarei o escolhido”
“Me sinto muito confortável com esse momento”
Marinês Ronsoni salienta que foi procurada por partidos para concorrer, que não tinha intenção nenhuma de participar do pleito, mas se colocou à disposição. Junto com ela, caso seja a escolhida, devem vir dois partidos (PSL e DEM): “Me sinto muito confortável com esse momento”. Para ela, ir ou não ir, não tem problema nenhum.
“Está na hora de acabar com os coronéis da política”
Não consegui contato com Zuco, mas recentemente em entrevista à coluna Pente Fino afirmou que política não é profissão e que está na hora de acabar com os coronéis da política.