O novo sistema eleitoral está desafiando os partidos políticos na eleição para a Câmara de Vereadores de Erechim, e seus 260 candidatos aproximadamente. Sem coligações, os partidos tiveram que lançar nominatas próprias, para buscar representatividade a partir de 1º de janeiro de 2021. Mas neste ano, também mudou o sistema de escolha dos eleitos.
Explicação
Para explicar como ficará o cálculo para preenchimento das 17 vagas em Erechim, primeiro um levantamento de como os partidos foram nas eleições de 2016, individualmente, para posteriormente aplicar a nova regra de preenchimento das vagas de quem não atinge o quociente eleitoral.
208 candidatos em 2019
Em 2016, 208 candidatos concorreram à vereança em Erechim, por 19 partidos distintos. E 11 destes, conseguiram assento na Câmara de Vereadores.
O quociente eleitoral
Na última eleição municipal, foram registrados 60.703 votos válidos (nominais e no partido). E é através desse número que se calcula o quociente eleitoral, dividindo os votos válidos pelo número de vagas (17). Chega-se ao número de 3.571. Esse número baliza, de acordo com a Justiça Eleitoral, o número de cadeiras que cada partido faz. Isso se chama quociente político. Após essa distribuição, todos os partidos registram sobras, que servirão num segundo cálculo, para preencher as vagas remanescentes.
O desempenho individual
O desempenho dos partidos, em 2016, foi o seguinte:
1º lugar: MDB com 10.343 votos (2 cadeiras pelo quociente político)
2º lugar: PT com 8.301 votos (2 cadeiras pelo quociente político).
3º lugar: PDT com 5.969 votos (1 cadeira pelo quociente político)
4º lugar: PV com 4.717 votos (1 cadeira pelo quociente político)
5º lugar: PTB com 4.644 votos. (1 cadeira pelo quociente político)
6º lugar: PSDB com 4.476 votos (1 cadeira pelo quociente político).
7º lugar: PSD com 3.992 votos (1 cadeira pelo quociente político).
8º lugar: PSB com 3.929 votos. (1 cadeira pelo quociente político)
9º lugar: Progressistas com 3.252 votos.
10º lugar: Solidariedade com 2.788 votos.
11º lugar: PCdoB com 2.185 votos.
12º lugar: Republicanos com 2.121 votos.
13º lugar: DEM com 954 votos.
14º lugar: PPS com 883 votos.
15º lugar: PSC com 511 votos.
16º lugar: PMN com 507 votos.
17º lugar: PL com 447 votos.
18º lugar: PTdoB com 443 votos.
19º lugar: PROS com 176 votos.
10 vagas diretas e 7 pelas sobras
Pelos números acima, dez candidatos se elegeram pelo quociente eleitoral (a cada 3.571 votos). As sete vagas restantes foram preenchidas pela sobra dos votos. Na eleição passada tinha coligação, e as sobras só eram calculadas para quem tinha conquistado a primeira cadeira.
Quociente político
Agora em 2020, essa conta muda, e para as sobras vale o quociente político, que é o número total de votos por partido, e não será necessário fazer uma cadeira para eleger um vereador. As sete maiores entram, o que oportuniza que partidos menores, possam ter representatividade no Legislativo. Por exemplo, usando os números de 2016, com certeza os Progressistas e o Solidariedade, com 3.252 e 2.788 votos respectivamente teriam feito um vereador. Já o Solidariedade, o PCdoB e os Republicanos, tem que ver a sobra dos demais, para fazer o cálculo.