Tem uma máxima na política, que eleição ganha no ‘amarrar’, no ‘atar’. E foi exatamente o que aconteceu em Erechim.
MDB deu as cartas
O MDB deu as cartas na eleição, mesmo sendo oposição. E enquanto o governo achava que Paulo Polis (MDB) concorreria numa chapa e Flávio Tirello (PSB) em outra, ocorreu o contrário. Se juntaram os dois partidos, os dois candidatos e buscaram outras siglas. Dois deles - Republicanos e Solidariedade - faziam parte do governo. E o outro partido que também fazia parte do governo, o PL, também deixou a coligação que elegeu Schmidt em 2016, e lançou candidatura própria com Cláudio Pagliosa.
Um pleito de maneira inversa
O movimento antecipado do MDB e do PSB, jogou luzes sobre o pleito de uma maneira inversa. Sempre a situação, e quem está no poder, deu as cartas nas eleições. E nessa eleição foi diferente. A oposição comandou o processo, e junto com isso se organizou melhor no seu grupo de trabalho, enquanto os outros – numa eleição curta -, nem sequer tinham os nomes ainda.
Conflitos internos
O governo manteve duas candidaturas até a reta final, com Roberto Fabiani (PSDB), que acabou retirando, e Marcos Lando (PDT), que teve seu nome confirmado no último dia das convenções e numa disputa acirrada internamente os Progressistas lançaram o nome de João Aleixo Bruschi como vice.
Candidaturas tardias paga o preço
Esse processo dos partidos do governo, e a indecisão do próprio prefeito Luiz Schmidt, para saber quem ele apoiaria, gerou esse clima interno e muitas pessoas nem para campanha foram. Resumindo, foram lançadas candidaturas já estraçalhadas. E essa divisão foi possível ver nas urnas. Os votos se dividiram em três candidaturas, aos olhos do eleitor, de direita.
Esperaram muito pela decisão judicial
Com três candidaturas, e muitos esperando as decisões judiciais, acreditando que Paulo Polis não concorreria, o tempo foi passando, e os números finais dos votos em Erechim, mostram que o eleitor não aceita mais xingamentos, agressões de todas as ordens, ataques ao invés de propostas, fakenews por redes sociais, e quem conhece a política local, sabe muito bem de onde elas vieram, pesquisas frias, entre outras artimanhas para confundir o eleitor.
Política não funciona no afogadilho
Os partidos precisam saber que uma eleição não se ganha de última hora, no afogadilho, com coligações feitas às pressas. Para tudo precisa planejamento e a falta dele é fatal, e a urna pune.
Os quatro candidatos a prefeito de Erechim, votaram pela parte da manhã nesse domingo. Paulo Polis (MDB) foi o primeiro a votar, às 9h30min, no Colégio Haidée. O segundo foi Tiago The Police (PRTB), por volta das 10h30min, no Centro Comunitário do São Cristóvão. Pouco minutos depois, Marcos Lando (PDT) votou no Colégio Medianeira. E o último a votar foi Cláudio Pagliosa (PL) na Câmara de Vereadores