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Política

A maior derrota de um candidato do governo na história de Erechim

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Marcos Lando, foi o representante de um governo que demorou a se definir e vários motivos somados, f
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Nem vou buscar em toda a história de Erechim. Apenas me ater às últimas oito eleições. Nunca um candidato indicado pelo governo fez tão poucos votos, como Marcos Lando (PDT) na eleição desse ano. Lógico que a culpa não deve recair apenas sobre o candidato, mas sempre é o homem de frente e os próprios apoiadores apontam o dedo depois da derrota.

1992 menos de 4 mil votos e 1996, 3% dos votos

Em 1992, Antônio Dexheimer venceu Narciso Paludo, que era o candidato do governo por uma diferença menor que quatro mil votos. Paludo representava o governo. Em 1996, Luiz Schmidt venceu Jandir Santolin, apoiado por Dexheimer, por menos de 3% dos votos válidos.

2000 diferença de 7,97%

Já em 2000, Luiz Schmidt foi a reeleição e perdeu para Eloi Zanella por 5,52% dos votos válidos. Na eleição seguinte em 2004, Zanella se reelegeu sobre Schmidt, aumentando o percentual (tinha quatro candidatos), com 7,97% de vantagem. Dexheimer ficou pouco atrás de Schmidt (menos de 100 votos).

2008, separados por 2,5 mil votos e 2012 quase 17 mil    

Em 2008, Luiz Tirello concorreu a prefeito, apoiado por Zanella (pós eleição Tirello disse que não teve o apoio dos Progressitas). Perdeu para Paulo Polis numa diferença de quase 2,5 mil votos. Polis foi a reeleição em 2012, quando venceu José Mantovani, com uma diferença de 16.719 votos (a maior diferença até então).  

2016, três ex-prefeitos juntos numa eleição histórica 

Em 2016, uma eleição histórica, onde Schmidt venceu Ana Oliveira, apoiada por Polis por 12 votos, quando três ex-prefeitos – Schmidt, Eloi Zanella e Dexheimer – se uniram para derrubar, principalmente o PT do poder, mesmo sendo uma união até então impossível de se imaginar, pois em 2000 o partido de Eloi massacrou Schmidt com a história da caixa preta.  

2020: a maior diferença com 23.231 votos

Agora em 2020, Schmidt não foi à reeleição. Apoiou seu vice Marcos Lando (PDT), que ficou em segundo lugar, atrás de Polis, numa diferença de 23.231 votos, a maior da história. E Lando contou com apoio, além de Schmidt, dos dois ex-prefeitos Dexheimer e Eloi Zanella.

Os motivos vão além dos números

Acima foram apresentados números oficiais, incontestáveis, mas os motivos além dos números são muitos, mas fica para a história como o maior derrotado de uma eleição municipal, pois nunca antes, um candidato do governo teve um desempenho tão baixo.

Indefinição, insatisfação, justiça e falta de ambição

Alguns motivos, somados, foram fundamentais para a derrota acachapante: insatisfação generalizada dos servidores públicos; indefinição por indicar candidato até o último momento; acharem que a qualquer instante a justiça tiraria o candidato do MDB da disputa; partidos foram abandonando o governo no decorrer do mandato; não acreditar no papel da comunicação; o programa eleitoral não soube explorar as potencialidades do governo; grupos de pessoas fazendo campanha contra; falta de ambição política do primeiro escalão. Isso para citar apenas alguns.  

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