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Política

Os desafios do novo prefeito não são poucos

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O prefeito que toma posse amanhã, Paulo Polis, terá que ser duro em suas decisões, e se fazer entend
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

A nova administração de Erechim, formada pelo prefeito eleito Paulo Polis (MDB) e seu vice, Flávio Tirello (PSB), assume nesta sexta-feira, 1º de janeiro, às 21 horas no Salão Nobre, em solenidade reservada. E os desafios para o primeiro ano depois da pandemia são gigantescos.  

busca por recursos externos, será um trabalho constante que a secretaria de Planejamento terá que fazer, em função das demandas da população frente ao fim do auxílio emergencial do governo. E também para turbinar áreas estratégicas do governo.

Controle de gastos (despesas e receitas), cuidar dos recursos públicos com austeridade, nomear pessoas apenas no que for necessário para o funcionamento da máquina pública, evitar desperdícios. 

Distrito Industrial Davide Zorzi é uma necessidade do setor industrial, para gerar emprego, renda que reverte em impostos para o município. Projeto está parado há anos. Foi criada uma legislação própria que acabou não aceita pelos empresários. O prefeito eleito, Polis, durante a campanha afirmou que em janeiro já quer mexer na área. Mas antes, terá que elaborar projeto de lei, para mudar o sistema de consórcio.  

Escola Municipal Caras Pintadas, no Bairro São Vicente de Paulo, iniciou suas obras na gestão passada de Polis e agora, na gestão do prefeito Luiz Francisco Schmidt, após problemas jurídicos, foi retomada a segunda parte da construção. A atual escola tem uma série de problemas há anos. Colocar a nova unidade para funcionar é fundamental para essa região da cidade.

Fundação Hospitalar Santa Terezinha depois de longo tempo, está com suas contas em dia, em função do repasse de R$ 9 milhões feito pelo Executivo erechinense. Vai acabar o ano com recursos em caixa, porém tem um déficit mensal de R$ 350 mil. Buscar não atrasar fornecedores e tornar a instituição viável financeiramente é uma meta que deve ser perseguida pelo novo diretor, Rafael Ayub

geração de emprego e renda, não tenho dúvidas que o município terá que ser o indutor desse crescimento. Criar condições propícias em todos os segmentos da economia, para fazer uma travessia mais branda frente à pandemia até a vacina chegar. Já acenou o governo, que investirá forte na qualificação profissional. 

Humanizar cada vez mais o atendimento ao contribuinte em todos os setores, criando uma sinergia entre o Executivo e o cidadão. É possível melhorar os serviços usando a tecnologia atual, sem deixar as relações duras.

Incubadora Tecnológica criada nessa gestão, foi uma grande ideia, colocando num local, jovens com ideias tecnológicas, que podem facilitar a vida de todos. Acredito que esse espaço possa ser ampliado e junto com ele, usar os empreendedores para criar produtos para a prefeitura em prol da população.

Jovens reclamam de falta de oportunidades no mercado de trabalho. Criar algo específico para essa geração se torna fundamental. O tempo passa rápido e não podemos daqui alguns anos ter uma legião sem ocupação. É menos oneroso buscar soluções agora, que ser assistencialista no futuro.

Kamikaze será o prefeito caso preencha todos os cargos que hoje tem disponível na prefeitura. Precisa entrar, fazer um estudo e ver quais são as funções que precisam ser ocupadas. Não se pode pagar para ver o que irá acontecer com a arrecadação em 2021.

Lazer e espaços públicos para a população de Erechim são poucos. É necessário criar locais com a infraestrutura para os munícipes. Existem alguns, mas são acanhados. Criar mecanismos para que bairros próprios possam usufruir das mesmas áreas.

Majorar impostos é algo que o novo prefeito não pode cogitar em momento algum, já que parte das famílias está endividada e com dificuldades de honrar seus compromissos. Se possível, revisar o que pode baixar. Aumentar jamais. E a população tem que estar vigilante aos projetos que vão ao Legislativo, ainda mais com o governo tendo maioria dos vereadores.

Não temos um metro de esgoto tratado em 102 anos de emancipação de Erechim. O edital de água e esgoto foi suspenso mais uma vez e ficará para o prefeito Polis desembrulhar esse problema histórico. Não dá para esperar mais.

O centro histórico de Erechim, e o símbolo maior, o Castelinho, carecem de uma atenção especial por parte do governo. O Castelinho parece que tem um estigma e ninguém quer mexer. Chegará uma hora que será tarde demais, e quero ver quem serão os culpados.

Pandemia e seus reflexos será um tema que precisa estar na mesa do prefeito todos os dias. Terá que corrigir rumos, fortalecer secretarias, criar políticas públicas, para as pessoas que estão mais vulneráveis. Exigirá esforço concentrado de toda a equipe de governo.

Qualidade de nossas universidades deve ser melhor aproveitada pelo prefeito eleito. No mundo acadêmico são prospectadas grandes ideias, que na maioria das vezes ficam apenas no papel. A universidade pode e deve ser o propulsor do desenvolvimento, mas para isso o setor público precisa abrir suas portas e querer que isso aconteça.

Reforma administrativa ampla, pois na atual gestão foi feita em partes. Algo fundamental para melhorar serviços, evitar pressão de partidos por cargos desocupados, e ter em mãos quais são as verdadeiras necessidades de Erechim.

Saúde mental da população está fragilizada por conta de um ano bastante difícil. E isso refletirá no atendimento básico e exigirá por parte do Executivo um esforço maior, nessa área, que afasta tanta gente do mercado de trabalho. Terá que criar condições para devolver o equilíbrio emocional das pessoas afetadas pela pandemia.

Transporte coletivo urbano de Erechim, conforme matéria publicada na coluna de ontem (30), está colapsando, e pode encerrar as atividades, caso não reverta algumas condições impostas pelo Executivo. Assunto espinhoso que estará na mesa do prefeito nos primeiros dias de mandato. Pode virar o caos se paralisarem o serviço.

Unidade de Pronto Atendimento (UPA) é um local que pode ser melhor aproveitado, com toda a estrutura que tem, e com a UBS Centro funcionando no mesmo local. Parte da obra física, requer reparos, mas é possível tornar o local num grande centro, para desafogar de verdade, o Pronto-Socorro do Santa Terezinha.

Vias asfaltadas do município, principalmente do centro. Na gestão passada foi contratada uma empresa de Curitiba (AGKF), para realizar um estudo para melhorar o fluxo de veículos. Foi criada na época a onda verde, com ruas em sentido único, paralelas à Avenida Maurício Cardoso e a Avenida Sete de Setembro. Alguns estacionamentos oblíquos foram feitos e só. Por se tratar de dinheiro público gasto na época, poderia tirar esse estudo das gavetas do palácio. 

X da questão para a gestão 2021 a 2024, se tivesse que citar apenas um desafio, é conseguir que todos tenham um trabalho, de onde possam tirar o sustento de suas famílias. Pessoas empregadas, empresas produzindo e vendendo, prefeitura arrecadando mais. Esse ciclo virtuoso é a receita para um município se desenvolver.

Zum zum zum irá começar entre aqueles que trabalharam na campanha e não conseguiram cargos. Prefeito terá que ter sabedoria para lidar com essas pessoas, que serão seus primeiros opositores, assim que tomar posse

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