Em 2013, mais precisamente no dia 16 de outubro, eu estava juntamente com uma comitiva de prefeitos do Alto Uruguai e empresários, na Junta Regional no Palácio Balbi em Veneza e na sequência agenda com a presidente da Província de Veneza, Francesca Zaccarotto.
“Se quisermos fazer uma ciclovia, todos prefeitos precisam concordar”
Como a data foi marcada com bastante antecedência, Francesca teve reunião em Milão, e em seu lugar participou a secretária de Turismo de Veneza, Giorgia Andreuzza. Num determinado ponto, ela falou do trabalho do governo do Vêneto com os municípios, para mostrar a importância da união e da coletividade para que os projetos possam dar certo: “se queremos fazer uma ciclovia, ligando as cidades, precisamos que todos os prefeitos concordem. Caso contrário o meio de ligação é interrompido e o objetivo não é alcançado”, citou.
A importância dos prefeitos para concretização de ações
Para Giorgia a figura dos prefeitos é a mais importante dos níveis políticos para que ações se concretizem e tragam resultados, caso contrário as dificuldades vão aumentando e muitos acabam se isolando.
Desenvolvimento regional
Relembro esse exemplo para citar a parceria entre os municípios de Erechim, Aratiba e Barra do Rio Azul para o desenvolvimento regional, realizado na manhã do dia 19, quando da entrega do projeto de engenharia da estrada de acesso aos três municípios, e que ainda beneficia Itatiba do Sul.
Gestores eram outros
Conforme o que foi dito na Itália, da ciclovia, se um dissesse não, poderia inviabilizar uma bela ideia. Mais importante ainda, que quando foi sugerida essa parceria, os gestores de Erechim e de Aratiba eram outros. Projetos de governo e não de partidos, desenvolvem uma região.
Corredor de turismo
E faço aqui mais uma lembrança de um projeto que morreu na casca e pode ser reativado. Em 18 de agosto de 2017 ocorreu uma reunião na Villa Trentin, com empresários do trecho da ERS 420 que liga Erechim e Aratiba, e mais políticos, para elaboração de um projeto ao longo da rodovia, para deixar ela limpa e uma arquitetura similar para criar um corredor de turismo. Uma ideia que pode ser retomada.
“Não se vende uma cidade e sim, uma região”
E voltando para a Itália em 2013, Giorgia Andreuzza, falando sobre turismo, disse que só se desenvolve se toda a cadeia, desde a agricultura até o produto final, que é o turista, trabalhe de forma harmônica: “não podemos focar numa cidade e sim na região como um todo. Precisamos vender a marca do Vêneto e vocês prefeitos aqui presentes precisavam vender a marca do Alto Uruguai e não de uma cidade A ou B”.