Até parece cedo falar em eleições gerais de 2022, quando serão eleitos deputados estaduais e federais, senador, governador e presidente da República. Na verdade, não é cedo. Com as eleições municipais do ano passado, ocorreu uma recomposição das forças políticas no Brasil, e nos estados. Mapeado isso, começam as conversas pensando em 2022.
Esquartejamento de votos
E nossa região segue sem seus representantes legítimos, pois em 2018 esquartejou seus minguados votos. De uma vez por todas, os prefeitos, vereadores, entidades representativas, precisam entender que se 1/3 dos municípios não tem acesso asfáltico é pela falta de representatividade (se pegar as regiões de origem dos eleitos, as condições são muito superiores); temos problemas de energia elétrica por falta de representantes; temos menos recursos em algumas áreas por falta representantes.
O papel das entidades nesse processo de amadurecimento
E esse também é o papel de entidades, fomentar (e não uma semana antes) para que a população se conscientize da importância de votar em candidatos da região. Já vi em Santa Catarina, entidades de unirem e fazerem fortes campanhas em prol disso. E o resultado é visto a olhos vivos, como Chapecó, que tem vários representantes na Assembleia Legislativa e também na Câmara Federal. Não precisa ir longe, para ver como a roda gira em Brasília.
Colocar a mão não massa, não só da boca para fora
Torço que uma campanha forte comece antes mesmo da definição dos candidatos, que os partidos tenham consciência regional, que as entidades realmente coloquem a mão na massa para esse intento. Caso contrário seremos a eterna região de cabos eleitorais