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Política

ERS 126: completamente ignorada pelo Estado

51 municípios são prejudicados pela falta de asfaltamento da rodovia que liga as regiões norte e nordeste. O prefeito de Maximiliano de Almeida, Euclides Muterlle, e o prefeito de Marcelino Ramos, Vannei Mafissoni, vão assumir a manutenção para minimizar os problemas

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Euclides Muterlle e Vannei Mafissoni
Com a falta de manutenção houve estreitamento de pista
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

O Alto Uruguai é uma das regiões mais esquecidas e ignoradas por sucessivos governos do Estado quando o assunto é acesso asfáltico. A região tem 10 municípios sem nenhuma ligação pavimentada, situação que impede, efetivamente, o desenvolvimento econômico e social dessas comunidades locais e inter-regionais e, também, o bem-estar das pessoas. Esse é o caso da rodovia ERS 126 que liga as regiões Nordeste e Alto Uruguai do RS, os municípios da Amau e Amunor e está em péssimas condições de trafegabilidade.       

Preocupados com as péssimas condições da estrada, na tarde de quarta-feira (03), o prefeito de Maximiliano de Almeida, Euclides Muterlle, e o prefeito de Marcelino Ramos, Vannei Mafissoni, foram verificar a situação da rodovia nas proximidades do rio Ligeiro. O objetivo é, ainda nesta semana, encaminhar solicitação de autorização ao DAER para realizar a manutenção da estrada de barro e chão batido.

Marcelino Ramos

O prefeito de Marcelino Ramos, Vannei Mafissoni, disse que a ERS-126 é muito importante porque além de ligar Marcelino Ramos e Maximiliano de Almeida, dá acesso as regiões Alto Uruguai e Nordeste, que precisam urgentemente desta ligação asfáltica.

O novo prefeito, que está há pouco mais de um mês no governo municipal, afirma que a urgência, no momento, é fazer com que a estrada tenha condições de trafegabilidade, porque está em péssimas condições. “Principalmente, no trecho que compreende a Marcelino Ramos, tanto da ponte do Rio Ligeiro, indo em direção a Pinhalzinho, passando pela comunidade de Santa Bárbara, a estrada está muito ruim e precisa urgentemente de manutenção”, disse.  

Da maneira como está, explica o prefeito, a estrada só prejudica quem precisa passar por ali. “O Moinho Vicato de Marcelino Ramos, por exemplo, produz uma quantidade expressiva de farinha, que circula por este trajeto com caminhões pesados, e precisam andar numa rodovia muito ruim, sem nenhuma condição para trafegar”, afirma.

Segundo ele, a solução para o momento é fazer um termo de cooperação com o DAER, que na prática terá pouca cooperação, porque a responsabilidade toda será do município. “Que vai ter que entrar com máquinas, combustível, operador, enfim, fazer todo trabalho de melhoria da estrada”, disse.

Vannei ressalta que a ERS 126 é extremamente significativa, porque por ela trafega produção agrícola, industrial, muitos estudantes e ambulâncias. “Imagina um paciente deitado numa maca tendo que transitar por esta rodovia, isso é impraticável”, afirma.

Conforme o prefeito, é preciso pavimentar a rodovia, já que não tem mais espaço, nos dias de hoje, esta situação. “É inadmissível, não são dois municípios somente, mas duas regiões com mais de 50 municípios, entre elas, que não tem ligação asfáltica. Isso aqui é de vital importância, precisamos de unidade das forças políticas do Alto Uruguai e da região Nordeste, pra que essas duas regiões juntas, com o apelo político, consigam fazer esta ligação, já que aqui tem muita produção, turismo, indústria, comércio e agricultura. Precisamos viabilizar que isso aconteça e tenhamos uma estrada com melhores condições”, observa.     

ERS 491

Além da ERS 126, Vannei comenta que o município tem outra estrada completamente ignorada pelo Estado, a ERS 491, que liga Marcelino Ramos a BR 153. “Está extremamente abandonada e precisa, urgentemente, de manutenção, também fizemos pedido de convênio para esta estrada, que liga a BR 153 e ao distrito de Coronel Teixeira”, disse. Ele, acrescentou, que esta será mais uma demanda que o município precisará resolver, sendo que é responsabilidade do Estado, e ainda tem 900 quilômetros de estradas municipais para fazer manutenção.

Maximiliano de Almeida

O prefeito de Maximiliano de Almeida, Euclides Muterlle, disse que a rodovia ERS 126 está em péssimo estado de conservação, e que precisa de uma solução urgente, e para isso é necessário buscar a união dos municípios dessas regiões, de quem investe e transita no local para mudar esta realidade. “Infelizmente, a gente vê que há muito tempo isso vem se arrastando e nada acontece, a nossa administração está na luta pra buscar alguma solução diferente, e a cada dia nosso esforço será maior”, disse.

Euclides lembrou que a região da Amunor já foi tida como a da fome, mas que essa realidade mudou e, hoje, não é mais assim. “Aqui se produz, temos uma agricultura muito rentável, investimos muito em educação, auxiliando os nossos jovens a obter conhecimento em Erechim, e eles precisam enfrentar todos os dias esta situação. Em março iniciam as aulas e quem transita por esta estrada precisa fazer um esforço muito grande todos os dias”, afirma.  

O prefeito afirma que, num primeiro momento, a ideia é melhorar a estrada, já que o DAER não se dispõe a realizar este trabalho, e para isso, o município vai buscar autorização que permite, pelo menos, conservar o trecho. “Mas gostaríamos de uma contribuição do DAER, que colaborasse com o combustível”, disse. Ele acrescenta que será necessário abrir a estrada e deixar ela mais larga porque sem manutenção houve um grande estreitamento da pista, o que dificulta o trânsito. “Com carro pequeno já tem problemas, imagina quando se encontram dois caminhões carregados, como é que tem que fazer”, comenta.  

Euclides ressalta que está atento a esta situação que afeta o município e está disposto a trabalhar por uma solução. “Estamos na luta, vamos buscar autorização do Daer para conservarmos a nossa parte da estrada, que vai de Maximiliano de Almeida até a ponte do rio Ligeiro. E vamos continuar lutando para que se consiga ter o asfalto, e se não for na totalidade, pelo menos uma parte, que se comece alguma coisa e depois os próximos prefeitos deem continuidade. Vamos começar e lutar pra que isso aconteça”, disse.

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