O ano que vem (2022) tem eleições gerais, e os movimentos ainda são tímidos. Os políticos e a população estão ‘carecas’ de saber que tendo um representante daqui os recursos virão com mais facilidade. Mas para isso acontecer, principalmente os partidos, precisam pensar na região e não apenas em seus umbigos e cargos.
20 anos atrás
Vou lembrar de uma história que aconteceu já a quase 20 anos, em 2002. O voto regional contagiou os partidos em Erechim. Alguns deles com maior representação se reuniram para traçar uma estratégia para escolher um candidato único. E isso era consenso na primeira reunião. Marcaram nova data, para discutir nomes.
Uma reunião e meia
No dia agendado, todos estavam lá. E cada partido com seus nomes. Ninguém abriu mão, pois defendiam apenas o candidato de seu partido. Resumindo: o intento de ter uma candidatura regional durou uma reunião e meia. E de lá para cá, ninguém mais ousou em pelo menos tentar.
Se um lança nome, todos lançam
Os partidos se monitoram. Se não lança candidato, também não lanço. Agora se um lançar, todos lançam. Uma lógica que tenho dificuldade de entender e só reforça o quanto Erechim é dividido com a velha máxima “que aqui a eleição nunca acaba”. Já que os partidos não se contagiam com candidatura regional, está na hora da população se contagiar.