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Política

Transbrasiliana: a pressão é agora, para não virar mais uma vez, palanque eleitoral

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A BR 153 (Transbrasiliana) é a quarta maior do país e liga o RS ao Pará, com mais de 4,2 mil km. O t
Por Rodrigo Finardi
Foto Arquivo BD

Na semana passada, quando da votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do governo federal na Câmara dos Deputados, foi incluída a BR 153 (Transbrasiliana) que liga Erechim a Passo Fundo. Uma grande vitória para as regiões do Alto Uruguai e do Planalto Médio. Esse foi o primeiro passo.

Projeto técnico em fase final

O segundo seria garantir recursos para o início da obra no ano que vem. O projeto técnico da rodovia está em fase final, para que o Dnit e o Ministério dos Transportes possam orçar a obra de quase 70 km.

Comitiva em Brasília

Existe um pedido da AMAU (Associação dos Municípios do Alto Uruguai Gaúcho), que compreende 32 municípios, junto ao Ministério dos Transportes. Pretendem ser recebido pelo Ministro Tarcísio ou algum diretor de infraestrutura. O objetivo é garantir uma parte de recursos para iniciar a obra no ano que vem.

Cuidado com os aventureiros

No passado essa obra também foi colocada na LDO do governo federal e nunca saiu do papel. É nesse tocante que moram as armadilhas eleitorais. O assunto se aflora num ano pré-eleitoral e a exemplos de outros pleitos, dezenas de políticos devem chegar em Erechim e região como o pai da criança, em busca de votos. Uma obra dessa envergadura jamais será de apenas uma pessoa. É uma luta árdua, de várias mãos, do Alto Uruguai e do Planalto Médio.

Os capítulos de aproveitamento político

Essa reivindicação de meio século teve muitos capítulos de aproveitamento político. E isso ocorre, pois, a região não tem políticos daqui com mandato efetivo. Desta forma, muitos se comprometem e a velocidade é lenta, quase parando.

Não pode cair em descrédito novamente

Caso as autoridades da região não garantirem uma parte dos recursos para iniciar a obra no ano que vem, a espera continuará. E mais uma vez cairá no descrédito. Nessa lógica, a hora é agora, de pressionar a bancada gaúcha em Brasília, que é composta por 31 deputados federais e 3 senadores, para garantir os recursos.

Marcar na paleta quem não é comprometido

Deveriam fazer outdoors com os nomes daqueles que se dispõe a ajudar, e também daqueles que só querem os votos da região. Falar na imprensa, colocar nas redes sociais. Enfim, pressionar de verdade, pois é inadmissível que em pleno século XXI, uma rodovia dessa importância tenha características iguais do século retrasado.

Custo estimado de R$ 300 milhões

Em recente entrevista ao jornal de Passo Fundo, O Nacional, em 3 de julho, o diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), general Antônio Santos Filho, afirmou que o valor estimado da obra que liga os 68,4 km entre as duas maiores cidades do norte do Estado, é de R$ 300 milhões. Segundo o general, que reconhece a importância da rodovia, uma questão “orçamentária crítica” impede que os recursos sejam liberados integralmente pelos cofres da União.

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