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Política

“O governo Bolsonaro estimula o conflito”, afirma parlamentar de oposição

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Paulo Pimenta, deputado federal e presidente do PT no RS
Por Rodrigo Finardi
Foto Leandro Zanotto

O programa Pente Fino da TV Bom Dia, abriu uma série de entrevistas com políticos gaúchos que estão em Brasília, nesse momento de turbulência em função da CPI da Covid. A primeira foi com o senador Luis Carlos Heinze (Progressistas), que afirmou que o objetivo da Comissão só é político e querem o impeachment de Bolsonaro. Na segunda entrevista do senador Lasier Martins (Podemos), foi na mesma linha, afirmando que “a CPI da Covid é um grande circo tendencioso”. Em outro momento, o deputado federal, Ubiratan Sanderson (PSL), natural de Erechim e vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara, disse que “toda vez que perde no voto, a esquerda corre ao STF”.

“Fui oposição aos outros governos, mas havia respeito”

Depois de ouvir três nomes que representam a direita no RS, a entrevista desta semana foi com um membro da esquerda, Paulo Pimenta, que é deputado federal e presidente estadual do PT, e irá ao ar às 21 horas de hoje. E como era de esperar, a exemplo do que faz em suas redes sociais, fez duras críticas a Bolsonaro: “o governo atual estimula o conflito. Não tem ambiente para pensar uma iniciativa comum em função do estresse das relações.  Fui oposição aos outros governos, mas havia respeito, era possível conversar. Hoje não existe mais”, pontuou Pimenta.

“Momento de envenenamento das relações políticas e pessoais”

Na primeira parte da entrevista, falou dos mandatos de Lula e seus projetos para o Brasil e da importância de sua candidatura à presidente no próximo ano. Depois desse relato, subiu o tom das críticas ao governo Bolsonaro: “Ele não reconhece quem pensa diferente, como alguém que merece respeito. São condutas que permanentemente levam para a ofensa, desrespeito, para o ressentimento. É um momento de envenenamento das relações políticas, que levou ao envenenamento das relações pessoais”

“Ninguém janta com o Centrão sem pagar a conta”

Pimenta é contra o valor que foi aprovado para Fundo Eleitoral (R$ 5,2 bilhões): “valor é excessivo. E tem como resolver isso colocando teto nas campanhas. Sou favorável ao financiamento público, mas valores mais baixos. Bolsonaro deveria ter coragem de vetar o fundo. E mandar um projeto estipulando um valor decente. Ele tem 360 votos dentro da Câmara.  Alguém acha que o Fundo foi aprovado sem o aval dele?  Ninguém aprova nada sem o carimbo dele.  Ninguém janta com o Centrão sem pagar a conta”, alfinetou.

“Se elegeu dizendo que faria a nova política. Tudo mentira”

O parlamentar, em várias frases, antecipa o que vem pela frente na eleição do ano que vem: “Bolsonaro se elegeu dizendo que faria a nova política, que não aceitaria o toma lá dá cá. Que não iria trocar cargos por apoio no Congresso. Tudo mentira”.

“Era do estafe e carregador de malas do Maluf”

E foi mais além: “O presidente foi deputado durante 28 anos. Ele é a maior fraude da política brasileira. Estivemos juntos na Câmara e era um nada, um zero. Concorreu à presidência da Câmara contra o Rodrigo Maia e fez quatro votos.  Era do estafe e carregador de malas do Maluf, filhote do Malufismo. Nunca foi nada dentro da Câmara, nunca apresentou um projeto”, finalizou.

 

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