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Política

A Praça “Das Bandeiras” aos gritos de “supremo é o povo”

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O verde e amarelo predominou entre os manifestantes e muitos enrolados em bandeiras do Brasil
A Praça da Bandeira se transformou na Praça “Das Bandeiras”
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

O 7 de Setembro em Erechim, a exemplo de vários lugares do Brasil, foi palco de manifestações em apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro e as pautas que defende, como o voto auditável impresso e contrários ao Supremo Tribunal Federal. E também teve pauta regional, em defesa do marco temporal, que garante as terras dos agricultores do Mato Preto e não aos indígenas, conforme discussão que está sendo travada na Suprema Corte.

As manifestações começaram mais cedo

O ato estava marcado para o início da tarde, mas as manifestações começaram mais cedo com a chegada de máquinas e tratores, vindos de várias cidades da região, via ERS 477 e ERS 135. Por volta das 10 horas da manhã entraram na cidade pela Avenida Sete de Setembro e foram estacionando no entorno da Praça da Bandeira no centro de Erechim.

Bandeiras enroladas pelo corpo

Logo após o almoço, pessoas, carros, caminhões e motos foram se incorporando ao movimento. Praticamente todos vestiam verde e amarelo, transformando, no Dia da Independência do Brasil, a Praça da Bandeira na Praça “Das Bandeiras”. Para onde se olhava era possível vislumbrar pessoas com bandeiras enroladas pelo corpo ou simplesmente balançando-as.  E um guindaste, com uma bandeira gigante, podia ser visto de vários pontos da cidade.

STF, o alvo principal

Com as pessoas que conversei, tinham no STF o principal alvo, pois acham arbitrária sua atuação, principalmente do Ministro Alexandre Moraes. Pregavam o seu fechamento, através de uma intervenção militar, até que se escolha 11 novos ministros: “do jeito que está, não pode continuar”, disse um empresário.

Palavras de ordem

Os próprios gritos ao longo dos discursos afirmavam que “supremo é o povo”, reforçando o desagrado com as ações e rumo do STF.  Entre tantas faixas e frases que circularam pela Praça da Bandeira, uma delas sugeria existir um conluio entre o Supremo e o Senado: “STF defende Senado. Senado defende STF. Chega de acordos”.  As duas palavras de ordem, mais proferidas ao longo da manifestação foram ‘independência’ e ‘democracia’, além de Deus e família.

Discursos e igrejas

Após o protocolo, anunciar alguns discursos, vários pastores subiram no carro de som, e fizeram sua pregação, sobre o momento que vive o país. A igreja católica foi convidada, mas segundo o protocolo, responderam que não estariam presentes.

Hino Nacional

O objetivo dos organizadores era terminar antes das 16 horas, pois existia a expectativa de um pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro. E antes do encerramento, o Hino Nacional foi entoado pelos presentes.

Dia histórico

Independentemente de quem concorda ou não, o Sete de Setembro foi um dia histórico no Brasil, com as certezas e incertezas dos movimentos. E Erechim, foi histórico, pois foi o dia que a Praça da Bandeira se transformou na Praça “Das Bandeiras”.

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