O 7 de Setembro em Erechim, a exemplo de vários lugares do Brasil, foi palco de manifestações em apoio ao presidente da República, Jair Bolsonaro e as pautas que defende, como o voto auditável impresso e contrários ao Supremo Tribunal Federal. E também teve pauta regional, em defesa do marco temporal, que garante as terras dos agricultores do Mato Preto e não aos indígenas, conforme discussão que está sendo travada na Suprema Corte.
As manifestações começaram mais cedo
O ato estava marcado para o início da tarde, mas as manifestações começaram mais cedo com a chegada de máquinas e tratores, vindos de várias cidades da região, via ERS 477 e ERS 135. Por volta das 10 horas da manhã entraram na cidade pela Avenida Sete de Setembro e foram estacionando no entorno da Praça da Bandeira no centro de Erechim.
Bandeiras enroladas pelo corpo
Logo após o almoço, pessoas, carros, caminhões e motos foram se incorporando ao movimento. Praticamente todos vestiam verde e amarelo, transformando, no Dia da Independência do Brasil, a Praça da Bandeira na Praça “Das Bandeiras”. Para onde se olhava era possível vislumbrar pessoas com bandeiras enroladas pelo corpo ou simplesmente balançando-as. E um guindaste, com uma bandeira gigante, podia ser visto de vários pontos da cidade.
STF, o alvo principal
Com as pessoas que conversei, tinham no STF o principal alvo, pois acham arbitrária sua atuação, principalmente do Ministro Alexandre Moraes. Pregavam o seu fechamento, através de uma intervenção militar, até que se escolha 11 novos ministros: “do jeito que está, não pode continuar”, disse um empresário.
Palavras de ordem
Os próprios gritos ao longo dos discursos afirmavam que “supremo é o povo”, reforçando o desagrado com as ações e rumo do STF. Entre tantas faixas e frases que circularam pela Praça da Bandeira, uma delas sugeria existir um conluio entre o Supremo e o Senado: “STF defende Senado. Senado defende STF. Chega de acordos”. As duas palavras de ordem, mais proferidas ao longo da manifestação foram ‘independência’ e ‘democracia’, além de Deus e família.
Discursos e igrejas
Após o protocolo, anunciar alguns discursos, vários pastores subiram no carro de som, e fizeram sua pregação, sobre o momento que vive o país. A igreja católica foi convidada, mas segundo o protocolo, responderam que não estariam presentes.
Hino Nacional
O objetivo dos organizadores era terminar antes das 16 horas, pois existia a expectativa de um pronunciamento do presidente da República, Jair Bolsonaro. E antes do encerramento, o Hino Nacional foi entoado pelos presentes.
Dia histórico
Independentemente de quem concorda ou não, o Sete de Setembro foi um dia histórico no Brasil, com as certezas e incertezas dos movimentos. E Erechim, foi histórico, pois foi o dia que a Praça da Bandeira se transformou na Praça “Das Bandeiras”.