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Política

‘Nosso palanque será o do Bolsonaro no RS’

Afirmação é do pré-candidato ao Piratini pelo PP, senador Luis Carlos Heinze

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Divulgação
Por Salus Loch
Foto Rodrigo Finardi/Arquivo BD

 

Dando continuidade à série de entrevistas com os pré-candidatos ao governo do RS, o Grupo Bom Dia apresenta nesta edição o principal nome do Progressistas ao Piratini, em 2022: senador Luis Carlos Heinze. Durante o bate-papo, Heinze antecipou alguns de seus compromissos com a região; garantiu que, caso eleito, trabalhará com foco na geração de desenvolvimento, saúde, educação e segurança; além de deixar claro que, a partir da prestação de contas do mandato, fará de suas ações no Senado importante plataforma de campanha; além de projetar que será o representante do bolsonarismo no Estado e Confira:

 

Bom Dia – Em agosto, o Sr teve seu nome lançado como pré-candidato do PP ao Piratini. Quais serão suas principais bandeiras?

Luis Carlos Heinze – Nosso trabalho terá como propósito retomar o desenvolvimento com investimentos em infraestrutura, pois, somente assim, vamos superar a crise e voltar a crescer. Para tanto, com o apoio dos prefeitos de Esteio, Leonardo Pascoal, e de Farroupilha, Fabiano Feltrin, estamos elaborando nosso plano de governo pensando em ações para a saúde, educação, segurança, agricultura e desenvolvimento. Tão logo tenhamos o projeto concebido em âmbito partidário, passaremos a ouvir a sociedade e lideranças, especialmente do setor produtivo, a fim de encorpar o material.

 

Bom Dia - Depois de anos de atuação parlamentar e, agora, no Senado, por que ser candidato ao Piratini, em 2022?

Heinze – Em 2018, já queria ser candidato a governador, no entanto, por questões internas do PP, acabamos tomando outro rumo. Naquela eleição, a fim de manter a legenda viva e forte – atendendo a pedidos de prefeitos, vereadores e deputados – concorri ao Senado, tendo recebido nas urnas a confiança de mais de 2,1 milhões de gaúchos. Agora, em 2022, entendo que estou pronto e tenho a qualificação necessária para governar o RS, fruto de seis décadas de trabalho – afinal comecei a trabalhar com sete anos – tendo experiência na iniciativa privada, aonde mantenho atividades até hoje; e na esfera pública, com mandatos de prefeito, deputado e senador da República.

 

Bom Dia - Em termos de alianças, como o Sr imagina compor a chapa ao governo do RS? Com quem o Sr toparia sentar para conversar?

Heinze – Já estamos conversando com vários partidos, como o MDB, o PL, o PSD e outros. É preciso reconhecer, no entanto, que muitas legendas já indicam estar comprometidas em conversas com o PSDB, do atual governador – que tem mostrado obras, muito em razão dos mais de R$ 2,4 bilhões que recebeu de recursos federais durante a pandemia. Diria que estamos avançando bem com algumas siglas e creio que devemos, a partir das definições da reforma eleitoral, ter novidades entre outubro e novembro. Vale destacar, porém, que o PP está presente em 480 municípios do RS, e tem número expressivo de prefeitos e vereadores, o que nos coloca fortes, até mesmo, em condição de candidatura em chapa pura. Para se ter ideia, a Silvana Covatti já se colocou como um possível nome a vice em nossa nominata, enquanto ao Senado, temos nomes como Ana Amélia Lemos e o deputado Jerônimo Göergen.

 

Bom Dia – Certo. Mas, afinal, quem será o candidato do presidente Bolsonaro no RS: o Sr ou o ministro Onyx Lorezoni?

Heinze – Nós vamos nos acertar. Estamos trabalhando com essa questão neste instante, cientes de que é importante termos apenas um candidato ao governo do RS identificado com o presidente. Pela estrutura e força do PP, entendo que nosso palanque será o de Bolsonaro no RS.

 

Bom Dia - Caso eleito governador, qual seria sua primeira ação após a posse?

Heinze – Como disse anteriormente, nosso plano de governo está em execução e, até sua conclusão, ouvirá toda a sociedade gaúcha. Posso antecipar, contudo, que meu compromisso é com a geração de desenvolvimento a partir de ações responsáveis, diferente de governos como o de Tarso Genro, que concedeu aumentos ao funcionalismo e deixou para o ex-governador Sartori pagar, com consequências que seguem até hoje.

 

Bom Dia - Em relação ao Norte do RS, quais seriam seus compromissos?

Heinze – Ao longo de minha trajetória, temos honrado nossos compromissos com a AMAU, AMUNOR e AMZOP em diferentes frentes, mantendo as portas do gabinete abertas. Recentemente, garantimos recursos para setores vitais, como a infraestrutura (repasse de R$ 400 mil para o aeroporto de Erechim), além da destinação de recursos à saúde (Hospitais Santa Terezinha e Caridade), e o encaminhamento do porto marítimo de Arroio do Sal, projeto que está em andamento e beneficiária o setor produtivo do Norte do RS. Seguiremos firmes lutando pela execução da BR-153 (Transbrasiliana), pela agricultura, pelo turismo regional, e, também, pela renovação das concessões ferroviárias.

 

Bom Dia - O PP do Alto Uruguai terá candidatos a deputado federal e estadual? Quais seriam os nomes regionais mais cotados para concorrer no ano que vem?

Heinze – O partido está trabalhando junto às lideranças a definição dos nomes em cada região. No Alto Uruguai, temos excelentes pré-candidatos que, com certeza, serão fundamentais para nossa caminhada. O que posso garantir é que teremos uma nominata muito forte de lideranças tanto à Assembleia quanto à Câmara Federal.

 

Bom Dia - Em termos nacionais, o Sr imagina que o PP se alie com quem em 2022? O presidente Bolsonaro se filiará ao partido?

Heinze – O presidente está fortemente inclinado para se filiar ao PP, e concorrer à reeleição pela legenda. Contudo, ainda há passos que devem ser dados, numa construção que envolve outros atores. O que sei é que estaremos com Bolsonaro em 2022.

 

Quem é Heinze

Natural de Candelária, no Rio Grande do Sul, Luiz Carlos Heinze construiu a vida política em São Borja onde foi prefeito. É formado em agronomia pela UFSM. Cumpriu cinco mandatos como deputado federal. Em 2018, foi eleito senador com 2.316.365 votos. Atualmente, é vice-presidente, pelo Senado Federal, da Frente Parlamentar do Cooperativismo - Frencoop. Participa como membro titular das comissões de Assuntos Sociais; Agricultura e Reforma Agrária; Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática; Comissão Mista Permanente sobre Mudanças Climáticas e da Comissão de Meio Ambiente. Também é membro titular da CPI da Pandemia.

 

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