Músicas serão usadas nas celebrações religiosas do projeto Espaço Itinerante Fé Gaúcha, do padre Valdir Formentini
Com mais de quatro décadas de história, o grupo Os Monarcas sempre reservou importante espaço para as canções de cunho religioso em seus discos. Conhecidos por preservar a autenticidade da música tradicionalista gaúcha eles se lançaram ontem (5) em mais um desafio: a gravação de um disco com canções para missa crioula.
A iniciativa surgiu a partir de um convite do padre Valdir Antonio Formentini, conhecido pelo seu projeto chamado Espaço Itinerante Fé Gaúcha, no qual viaja com um ônibus motorcasa levando fé e tradicionalismo a diversos cantos do país. O líder dos Monarcas, Gildinho, explica que as canções serão utilizadas na celebração das missas crioulas. “Para nós foi muito gratificante receber este convite, pois sempre estivemos ligados à religião e nos sentimos honrados em poder gravar músicas para um projeto tão bonito, com o qual nos identificamos muito”, salientou.
As gravações para o disco, que contará com 11 canções e não tem fins lucrativos, iniciaram ontem à tarde. Pela manhã os músicos ensaiaram e à tarde trabalharam nas trilhas. A reportagem do Bom Dia acompanhou os bastidores da gravação. Gildinho explica que o disco será gravado aos poucos, tendo em vista a agenda cheia d’Os Monarcas. As músicas estão sendo gravadas no estúdio do grupo em Erechim.
Algumas melodias para o disco já vieram prontas, outras serão feitas pelos músicos. Gildinho adianta que as composições são emocionantes. “Não temos como definir qual é a mais bonita, pois todas são especiais. Não temos dúvida de que teremos um disco muito bonito”, projeta o músico, salientando que não há previsão ainda do lançamento.
Uma forma de agradecimento
Para Gildinho, a ligação com a religião é uma das características marcantes d’Os Monarcas. Não à toa, o grupo tem nas letras de algumas de suas principais canções agradecimentos e pedidos a Deus. “Todos nós somos bastante religiosos e isso transparece em nossas canções. Além do tradicionalismo gaúcho, sempre primamos por mostrar que temos um Deus que nos guia e nos fortalece”, pontua.
Neste contexto, a gravação do disco, nas palavras de Gildinho, é “uma forma de agradecimento”. “Deus sempre tem nos ajudado pelas estradas desse Brasil, nos permitindo levar nossa música e receber a alegria de quem nos assiste. Ele tem nos cuidado, nos dado saúde e nos inspirado a levar a cultura gaúcha adiante. Esse disco será a nossa forma de agradecer por tudo isso”, finaliza.