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Política

Os desafios de manter a economia e cuidar da saúde

O entrevistado do Programa Pente Fino da TV Bom Dia, desta sexta-feira, 15, é o prefeito de Erechim, Paulo Alfredo

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Prefeito de Erechim, Paulo Polis: “buscaremos uma empresa que construa o centro administrativo, e o
Por Rodrigo Finardi
Foto Leandro Zanotto

O entrevistado do Programa Pente Fino da TV Bom Dia, desta sexta-feira, 15, é o prefeito de Erechim, Paulo Alfredo Polis. Num bate papo de 40 minutos, o prefeito que está em seu terceiro mandato, afirma que essa gestão que está completando 10 meses, é bem diferente das outras duas, já que as demandas mudam, crescem e a população cada vez mais quer serviços públicos de qualidade.

Mandato mais difícil

Atrelado a essa nova realidade, assumir a prefeitura no pior momento da pandemia exigiu demais dos gestores, em função dos entendimentos diversos de vários segmentos do que fazer nesse momento. E esse foi o maior desafio. Não descuidar da economia e cuidar da saúde.

De fakenews à política

Vários assuntos foram abordados durante a entrevista, como orçamento, distritos industriais, Corsan, Fundação Hospitalar Santa Terezinha, política, Amau, saúde e pandemia, parcerias público privadas, fakenews, centro administrativo, entre outros. A seguir trechos do que disse o prefeito, nessa entrevista que vai ao ar, às 21 horas, nas plataformas digitais da TV Bom Dia.

Um novo distrito para pequenos empresários

Uma das novidades que Polis falou foi sobre a compra de uma área para a construção de um novo distrito industrial para abrigar pequenas empresas: “Antes que falem que tem o novo distrito, quero deixar bem claro que são coisas distintas. O distrito Davide Zorzi é pra médias e grandes empresas. Esse que iremos criar é para pequenas empresas, que após estudo na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, tem uma demanda reprimida muito grande”.

Pagar preço de mercado

Áreas estão sendo procuradas pela prefeitura: “encontramos algumas, mas querem um preço muito alto. Iremos pagar preço de mercado, com avaliações internas e externas”, pontua o prefeito, que diz não aceitar a exploração imobiliária.

Cursos profissionalizantes

O mercado apresenta muitas vagas de trabalho, mas exige qualificação da população. Sobre esse tema, Polis foi categórico: “as pessoas precisam sair da zona de conforto. Buscar melhorar seu conhecimento para ganhar mais. Não podemos ser referência em bolsa família e sim na geração de emprego e renda. E temos muitos cursos técnicos gratuitos”, sublinha.

Estado máximo e mínimo

Sobre a pandemia, afirmou que Erechim executou e continua um trabalho muito forte de vacinação contra a covid-19, o que rendeu um prêmio do governo gaúcho, como a cidade com mais de 100 mil habitantes, que mais vacinou no estado. Nesse momento o prefeito fez uma leitura do que entende por estado máximo e mínimo: “a vacinação provou que essa questão de máximo ou mínimo não é correta. Tem que ser do tamanho das necessidades. Já pensou a vacinação aberta, para o setor privado, como seria o custo de uma vacina? E o setor público deu conta do recado”.

Parcerias

Segundo Polis, a prefeitura está trabalhando em três frentes para firmar parcerias público privadas. A primeira é da iluminação pública, um problema crônico do município: “no início do ano que vem a empresa começará a trabalhar e irá melhorar e muito os serviços”. A segunda é uma PPP para transformar o lixo orgânico em energia, num momento que se fala muito de escassez de recursos hídricos para a produção de energia. A discussão está adiantada, mas não tem prazo para início desse processo.

Centro Administrativo

E a terceira, já apontada pelos membros do conselho que discute as PPPs é a construção de centro administrativo, o que acarretará uma diminuição drástica nos alugueis que consumem em torno de R$ 2 milhões por ano: “buscaremos uma empresa que construa o centro administrativo, e o município pagará um valor por mês por um prazo a ser estudado, de acordo com o projeto. Não é aluguel. Ao final do prazo o bem fica para o município”.

Economia de aluguéis

A área adquirida pelo município na gestão passada de Luiz Francisco Schmidt, que pertencia a Fundação Cotrel está sendo utilizada pela Central de Vacinação. Quando a vacinação diminuir e ficar restrita a outros lugares a Secretaria de Educação se mudará para o local com toda sua estrutura. Também funcionará no local a educação de jovens e adultos e está sendo concluído o estudo para retomada da obra do ginásio municipal para 3,5 mil pessoas. E ainda tem a possibilidade de criar no local uma praça para a comunidade do Bairro Três Vendas: “Nos proporcionará uma economia em torno de R$ 400 mil por ano de aluguéis”, conta Polis.

O impasse da Corsan

Com a licitação suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado, Erechim não tem contrato com a Corsan. E isso incomoda o prefeito Polis: “o ex-prefeito Schmidt fiz tudo certo, encaminhou todas as etapas e o TCE mantém nosso edital suspenso. Se até o fim do ano não nos derem uma posição para relançarmos o edital, ingressaremos na Justiça para buscar nossos direitos”, revela Polis.

União da AMAU

Como presidente da AMAU, comemora o amadurecimento da associação na luta por demandas regionais: “os prefeitos estão imbuídos de fazer a região se desenvolver. As ações em conjunto começam a surtir efeito. E isso vem acontecendo há vários anos e tende a evoluir com os futuros presidentes”.

Santa atende quase 300 mil pessoas num ano

Sobre a Fundação Hospitalar Santa Terezinha, reforçou o que sempre diz: “é o maior plano de saúde na região. Num ano, passarão pelo hospital em torno de 300 mil pessoas”.

Seguidamente socorrido pelo município, para honrar seus compromissos, o Santa é visto como estratégico para toda a região: “saúde não é gasto, e sim, investimentos. O ex-prefeito Schmidt no ano passado colocou mais de R$ 9 milhões. Daqui uns dias iremos repassar R$ 5 milhões. E quem sabe até mais”.

Política

Nas eleições de 2018, Paulo Polis, concorreu a deputado federal e fez mais de 38 mil votos, ficando na segunda suplência do partido. Naquele ano, foi plantada uma semente da importância do voto regional para o Alto Uruguai ter o seu representante em Brasília. Não concorrerá no ano que vem, pois teria que renunciar ao mandato: “mesmo não estando no pleito, torço que os partidos cheguem num acordo para valorizar os nossos candidatos. É em Brasília que estão os recursos”, finaliza.

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