Fã de Engenheiros do Hawaii, Fábio Adamczuk coleciona diversos itens da banda gaúcha consagrada no cenário do rock nacional
“Há tantos quadros na parede,
Há tantas formas de se ver o mesmo quadro
Há tanta gente pelas ruas
Há tantas ruas e nenhuma é igual a outra
Ninguém é igual a ninguém
Me espanta que tanta gente sinta
(Se é que sente) A mesma indiferença”.
Ainda adolescente, foi enquanto ouvia o rádio que os versos de “Ninguém=ninguém” entraram pelos ouvidos de Fabio Adamczuk pela primeira vez. Com 13 anos de idade, sentiu-se impactado pelas frases da banda que ele só foi descobrir depois: Engenheiros do Hawaii. Enquanto revirava seus discos e mostrava orgulhoso seus vários cartões postais e CDs, ele parecia reviver o momento ocorrido há mais de 15 anos e que acabara de contar. “Fiquei escutando a letra e prestando atenção, admirado com o que a música dizia”, recordou olhando para o alto como se de fato estivesse ouvindo a canção novamente.
Ao saber quem cantava, decidiu conhecer outras músicas da banda. Sem as facilidades e recursos que a internet proporciona hoje, passou a ligar em uma rádio e pedir canções de Engenheiros do Hawaii. “A moça que atendia o telefone perguntava qual música eu queria ouvir, mas eu dizia ‘qualquer uma’, pois não conhecia outras. Aí escutava e gravava em fitas cassetes para ouvir depois novamente”. Foi assim que o metalúrgico, hoje com 31 anos, conheceu e tornou-se fã de uma das bandas gaúchas de rock com maior expressão no cenário nacional.
Com uma vasta coleção que inclui além de discos de vinil, fitas cassetes e VHSs, CDs, revistas, pôsteres, quadros entre outros itens, Fábio acompanha a banda há uma década e meia. O carinho por Engenheiros do Hawaii lhe trouxe também várias amizades, motivadas pelo apreço em comum pela música. “Criamos grupos para combinarmos, nos encontramos em shows, trocamos materiais. É uma amizade que surgiu pelo fato de sermos fãs da mesma banda”, relata, enfatizando que tem amigos de vários locais do Brasil.
Destas amizades, uma é especial para Fábio: Paulo Casarin, erechinense e integrante da banda em uma de suas várias formações. “É um orgulho e tanto ser amigo pessoal de um cara que fez parte da minha banda preferida. Além disso, através dele consegui muitos materiais, inclusive, tenho amigos que me mandam materiais para que ele autografe”, revela.
Engenheiros do Hawaii no cenário do Rock
Questionado sobre o porquê de ter a banda como sua preferida, Fábio explica que sua principal motivação são as letras das músicas e sua colocação no cenário do rock nacional. “Acredito que o fato de eu ter conhecido a banda na adolescência e este ser um período de intensas mudanças tenha contribuído também”, salienta. Sobre sua música preferida, Fábio diz não saber responder. “É complicado escolher apenas uma, principalmente porque acompanho o trabalho deles há muito tempo”, completa.
