Em outubro, tem eleições gerais. E a região Alto Uruguai mais uma vez caminha pela mesma estrada de sempre. Irão apoiar na sua maioria, candidatos de fora daqui, em troca de ‘emendinhas’, pois as grandes emendas vão para as cidades de origem dos candidatos.
Peregrinação de gabinete em gabinete
E como já escrevi várias vezes, continuamos “aplaudindo migalhas” e seremos ‘eternos mendigos de paletó’, indo para Brasília, peregrinando de gabinete em gabinete para ver se sobra uma beirinha para nós. E quando vem, só falta levantar uma estátua para o parlamentar benévolo, que irá cobrar o apoio posterior nas eleições.
“Modus operandi político”
Volto nesse assunto, pois recebi uma mensagem de um cidadão que conhece a política local, analisando a situação, e que pela sua ótica, estamos longe de mudar o “modus operandi político’, de Erechim e do Alto Uruguai. Num dos trechos disse: “li tua matéria há alguns dias sobre candidatura. Vou pontuar o que penso: a cidade e as pessoas têm que querer ter deputado federal e estadual”.
Entidades precisam descer do muro
Para ele, as entidades representativas e empresários tem que descer do muro e se posicionar favorável às candidaturas regionais: “precisamos estar todos juntos com a região. Se quisermos um deputado (s) para chamar de meu, tem que ajudar com estrutura (recursos), pernas, adesivos, bandeira, sair da toca e assumir essas candidaturas”.
O poder de barganha dos que tem mandato
Caso a mentalidade não mude (e parece estar longe de acontecer), alerta para o que vivemos há muito tempo: “serão sempre os detentores de mandatos que terão chances e poder de barganha. Hoje, na região, já existe um comprometimento de prefeitos, vereadores, cabos eleitorais, com nomes de fora e de vários partidos. É vergonhoso, pois ninguém irá comprometer seus bens, família, trabalho para uma aventura”.
Malhando em ferro frio
Encerra, falando sobre a coluna Pente Fino e o árduo trabalho de estar batendo sempre na mesma tecla: “tenho prazer e orgulho de ler tuas colunas, sempre malhando em ferro frio sobre a região. Um dia seremos ouvidos”.