Com a saída de alguns membros dos Progressistas de Erechim, outros que possivelmente sairão também e alguns já filiados no PSDB e trabalhando no governo Polis (MDB) e Flávio (PSB), procurei o presidente do partido, o vereador Renan Soccol para entender o que aconteceu e também ver sobre o clima quente na noite de segunda-feira, no grupo de whats do partido.
“É normal e faz parte do jogo”
“É natural que alguns membros do partido lamentem a saída de alguns colegas que eles ajudaram enquanto Progressistas e até fiquem mais exaltados por conta destas saídas. Porém, penso que é normal e faz parte do jogo. Assim como, há dois anos, eu, o Flavinho e o Leandro viemos para o Progressistas por conta da afinidade que temos com a história e posições do partido”, comenta Renan.
Cargos e afinidades
O presidente dá seu ponto de vista sobre o momento e aproveita para sutilmente, dar uma alfinetada: “Neste momento, estes nomes que estão nos deixando, talvez o façam por conta de uma afinidade maior com as bandeiras dos partidos para onde estejam indo, além é claro dos cargos que lhes estão sendo ofertados. Mas tudo isso é natural na política e faz parte dela”, salienta.
Em busca de novas lideranças
Para ele, agora compete ao partido seguir trabalhando forte para filiar lideranças com potencial de preencher os espaços que estão sendo deixados: “Começamos este processo ainda em 2020, intensificamos em 2021 e vamos acelerar a intensidade neste e nos próximos anos para que a reposição seja bem adequada, tal qual aconteceu no início de 2020, quando eu e estes dois grandes parceiros (Leandro e Flavinho) ingressamos no Progressistas e seguiremos trabalhando para deixá-lo mais forte”, disse.
Candidatura regional
Aproveitei a conversa, já que Renan é pré-candidato a deputado estadual, para saber sua opinião sobre prefeitos e membros do partido na região estarem apoiando nomes de fora, para as eleições gerais de 2 de outubro: “Isso é normal, parlamentares que já têm mandato possuem uma afinidade com os prefeitos e vices da região, até porque estes vínculos são necessários. Mas eu tenho certeza que, na hora que o pleito se aproximar, eles vão trabalhar em prol de uma candidatura do Alto Uruguai, sem deixar de prestar o auxílio àqueles que tem sido parceiro deles ao longo dos últimos anos. Essa é outra situação que faz parte da política e acontece em todas as legendas, não é privilégio de uma ou outra”, finaliza.