A habilidade política do prefeito de Erechim, Paulo Alfredo Polis, é reconhecida até pelos seus opositores, mesmo que de forma velada. E não é de hoje. Isso iniciou em 2008 ainda, quando era vereador do PT (o mais votado da época) e conseguiu fazer uma coligação impensável para Erechim. O MDB foi seu vice, com Ana Oliveira, e venceram duas eleições (2008 e 2012). Ficou quatro anos fora do governo, mas foi necessário três ex-prefeitos se unirem – Luiz Schmidt, Eloi Zanella e Antônio Dexheimer - para vencerem a sua candidata Ana Oliveira, por 12 votos, em 2016, numa eleição histórica.
58% dos votos válidos
Voltou quatro anos depois, vencendo com 58% dos votos válidos, não dando nenhuma chance para seus adversários – Marcos Lando, Tiago The Police e Cláudio Pagliosa. E ainda trouxe para o seu lado, Flávio Tirello (PSB), para seu vice, pois aparecia como alternativa e poderia ser um empecilho nas composições eleitorais.
Agregando outros partidos
Há pouco mais de um ano na prefeitura, trouxe o PSDB (principal adversário político com três vereadores e partido do ex-prefeito). E através dos Tucanos, fragmenta um dos partidos mais tradicionais de Erechim, os Progressistas. E o último movimento foi garantir o ingresso do PSD.
O cargo mais cobiçado em 2024
Os próximos movimentos estão abertos, mas como Paulo Polis deve concorrer a deputado federal em 2026, o cargo mais cobiçado em 2024 (eleições municipais) será o de vice-prefeito em sua chapa, na reeleição. Isso porque, se lograr êxito e chegar ao quarto mandato, precisa renunciar para buscar vaga na Câmara dos Deputados. A oposição está extremamente fragilizada.
Comecei a reler “O Príncipe” de Nicolau Maquiavel e me veio em mente isso. E foi apenas um capítulo.