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Política

Não devemos ‘aplaudir’ o custo Brasil

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É preciso ampliar o debate sobre a carga tributária que alimenta poucos em detrimento da maioria. A
Por Rodrigo Finardi
Foto Divulgação

Ao ligar a luz quando chega em casa, tomar um cafezinho com pão na padaria, qualquer serviço e compras, paga-se impostos. A alta carga tributária do Brasil é apontada por especialistas como o grande entrave para o desenvolvimento, geração de mais emprego e renda.

Impostos altos e retorno baixo

Entre os 30 países, com a maior carga tributária do mundo, o Brasil aparece em 14º colocado no ranking. Porém, nesse mesmo ranking, elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o Brasil é o último colocado no índice de retorno de bem-estar à sociedade. É o país que menos transforma tributos em benefícios.

Uma agenda de Ministro, com tom político

Mas por que estou escrevendo isso? Na segunda-feira (21), esteve em Erechim o Ministro do Trabalho e da Previdência, Onyx Lorenzoni, que proferiu uma palestra para empresários (que pagam alta carga tributária) sobre o presente e o futuro do emprego. Uma agenda de Ministro, mas a fala dele e os atos foram muito mais um ato político de pré-campanha para o governo gaúcho. Uma prestação de contas (muitas coisas boas), com tom eleitoral.

Não é peculiaridade do atual governo

Uso esse evento para exemplificar onde quero chegar. Quantos Ministros fazem o mesmo em outros estados do Brasil? Com agendas governamentais, mas de cunho político? E não é peculiaridade do atual governo. Os que antecederam faziam igual ou pior. É algo enraizado, que faz parte do ‘modus operandi’ dos governos e poderes. Infelizmente. E essas agendas crescem em ano eleitoral, e não é coincidência.

As mesmas reivindicações de outrora

Não acho errado esse tipo de evento, pelo contrário. Queria ver mais políticos por aqui e não só a cada quatro anos e as entidades sempre entregarem as mesmas reinvindicações (só trocar a capa e o ano).  Porém é necessário separar o que é governo e o que é político.

Dinheiro público para fazer política

Usam a máquina pública, o dinheiro dos impostos pagos por todos nós, para fazer política. Você leitor acha certo isso? É do nosso dinheiro que se paga esse tipo de evento (deslocamento da comitiva) e nada foi anunciado para a região. Isso, sem falar dos bilhões do fundo eleitoral e do fundo partidário (que saem dos mesmos impostos que pagamos). Do imposto de renda que nunca é atualizado, que a cada ano achata mais e mais o salário do trabalhador.  

Todas as esferas de Poder

De tudo que pagamos, para manter a máquina inchada e o ‘status quo’ de políticos e suas estruturas gingantes. E aqui faço um adendo, que não é restrito aos executivos e legislativos. O Judiciário também faz parte disso, com os benefícios e penduricalhos intermináveis.

A belicosidade e o fel

Enquanto as discussões políticas ficarem em quem é esquerda e quem é direita, nunca teremos reformas estruturantes que tragam o bem-estar da sociedade. Apenas se insufla a belicosidade e o destilar do fel.

Ampliar o debate, e não a carga tributária

É preciso ampliar o debate sobre a carga tributária que alimenta poucos em detrimento da maioria. A tão propalada ‘justiça social’ é apenas da boca para fora.  E repito o título desse artigo: “não devemos aplaudir o custo Brasil”, em nenhuma hipótese

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