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Política

A máquina pública em Erechim, custa mais de R$ 1 milhão por dia

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Desde 2001, os prefeitos de Erechim tomaram cuidados com a gestão pública, e de lá para cá, o municí
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Acompanho o orçamento do município de Erechim e seus desdobramentos desde 2001, quando entrou em vigor a Lei de Responsabilidade Fiscal. De lá para cá, todos os prefeitos que passaram pelo comando do município tiveram cuidados com os recursos públicos. Pode-se questionar os investimentos, mas não a saúde financeira do município.

Sem dívidas e com recursos

Em 2001, quando Eloi Zanella assumiu a prefeitura (e ficou até 2008), passou dois anos falando da desorganização que encontrou a prefeitura, o que rendeu uma prestação de contas no Centro Cultural 25 de Julho (abril de 2001), onde mostrou com vídeos a situação de alguns setores. E entregou a prefeitura em dia, sem dívidas e com recursos ainda.

A sequência manteve a mesma linha

De 2009 a 2018, Paulo Polis foi o prefeito. Seguiu a organização fiscal, iniciada por Eloi Zanella e entregou a prefeitura sem dívidas. Em 2019 assumiu Luiz Francisco Schmidt e entregou para o seu sucessor, Paulo Polis (2021), com recursos em caixa, em meio a pandemia.

Saúde financeira saudável

Na manhã de ontem (25), foi apresentado pelo município de Erechim o relatório de gestão fiscal, relativo ao ano de 2021 (primeiro ano de Polis e Flávio) e os números mais uma vez mostraram que o município goza de uma saúde financeira saudável.    

Caixa sólido e com ‘gordurinha’

O trabalho que iniciou em janeiro de 2001, segue uma linha, e após 21 anos, é possível vislumbrar, sem medo de errar, que independentemente do gestor, de quem está no comando, o caixa se mantém sólido e sempre com uma gordurinha para os momentos mais difíceis.

R$ 106,9 milhões em caixa

Em 2020, quando Polis e Flávio receberam a prefeitura do ex-prefeito Luiz Francisco Schmidt, tinha em caixa quase R$ 70 milhões (R$ 28 milhões de recursos livres e o restante de recursos vinculados – R$ 41,81 milhões). Um ano depois, o caixa da prefeitura está maior, com R$ 106,9 milhões (R$ 65,5 milhões de recursos livres e R$ 41,42 milhões de recursos vinculados)

2021: um ano atípico

O ano de 2021, foi um ano atípico, com excesso de arrecadação em mais de R$ 50 milhões, aliados ao superávit de 2020, de R$ 36,74 milhões, e operação de crédito de R$ 15 milhões. E essas condições não irão se repetir em 2022, por isso é necessário ter recursos em caixas para as despesas contratadas no ano passado, mais as despesas correntes desse ano.

99 dias

Para se ter uma ideia, em 2021 as despesas do município foram em torno de R$ 395 milhões, um custo diário da máquina pública em Erechim, de R$ 1,08 milhão por dia. Portanto, o dinheiro que tem em caixa (R$ 106,9 milhões), é suficiente para manter toda a estrutura pública municipal por 99 dias, caso os recursos parassem de entrar nos cofres. Um bom dinheiro, mas tem que ser usado com responsabilidade e cautela.

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