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Cultura

Casa da Memória comemora três anos, amplia espaço e lança nova exposição

Atividade alusiva à data também teve a apresentação de monumento, que marcou os 50 anos da Unimed Federação/RS

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Por Salus Loch
Foto Divulgação

Desde o nascimento até o fim da vida, a arte pode influenciar a saúde de forma positiva. A premissa, confirmada por estudo realizado pelo escritório europeu da Organização Mundial de Saúde (OMS), embasa uma das mais novas frentes de atuação do Sistema Cooperativo Empresarial Unimed-RS: a Casa da Memória Unimed Federação/RS, que completou três anos no dia 25 de junho. 

Para celebrar a data – que coincidiu, em 2022, com os 50 anos de fundação da Unimed Federação/RS - a sede da Casa da Memória (que ocupa um casarão construído na década de 1930, reconhecida como patrimônio histórico de Porto Alegre), recebeu na noite de 30 de junho um evento que ‘valeu por três’. Sob um céu estrelado e a chama da cultura, aquecendo a noite fria de inverno, foram realizadas as seguintes atividades:

A solenidade, abrilhantada por apresentações do quarteto de cordas do Theatro São Pedro – com direito à apresentação da música ‘Por una cabeza’, dos icônicos Alfredo Le pera (letra) e Carlos Gardel (música) -, contou com a presença de dirigentes da Unimed-RS, médicos cooperados, autoridades, entre os quais o secretário da Cultura de POA, Gunter Axt, artistas, como Ítala Nandi, representantes da imprensa, vizinhos e amigos da Casa da Memória. Na ocasião, o curador da mostra ‘Diagnosis’ e historiador da Arte, José Francisco Alves, destacou os diferentes estilos presentes à exposição, ressaltando a contribuição da Unimed/RS à arte e à cultura do Estado.

Já o presidente da Unimed Federação/RS, Nilson Luiz May, idealizador da Casa e defensor da memória como parte fundamental das instituições, da arte como parte da vida e do cooperativismo como pilar do Sistema-RS, aproveitou sua manifestação para agradecer a todos os que, com trabalho e dedicação, tornaram possível o momento, enfatizando que "ninguém faz nada sozinho". Além de médico, May que também é escritor, elencou os motivos que fazem a Unimed gaúcha investir na cultura, lembrando que ela é o alicerce para o desenvolvimento saudável, unindo emoção e razão.

A Casa da Memória

Com visitação gratuita, a Casa da Memória tem como missão difundir a cultura e os princípios do cooperativismo, contando a história da medicina cooperativa no Rio Grande do Sul, abrindo espaço, ainda, para exposições e mostras – perpassando elementos que vão de esculturas a fotografias, em consonância com os valores da instituição, pelos quais a cultura é entendida como propulsora do desenvolvimento e a arte como um caminho importante para uma sociedade culturalmente ativa, e com melhor de qualidade de vida.

Espaço para construção da memória, da arte e da pesquisa, o andar térreo recebe exposição permanente sobre a história da Unimed em âmbito nacional e regional, estimulando a valorização de artistas locais, muitos dos quais médicos e médicas cooperados, que têm na arte seu segundo ofício. No andar superior estão localizados uma sala multifuncional (com auditório para 40 pessoas), área para exposições temporárias, palestras e oficinas.

O coordenador da Casa, professor doutor Everton Quevedo, explica que o espaço conta em seu acervo com material arquivístico e bibliográfico, acessível por meios audiovisual, digital e tridimensional, dispondo de moderno e funcional aparato tecnológico, oferecendo experiências inesquecíveis aos visitantes.

Ampliação

A inauguração do anexo multifuncional visa ampliar o espaço para exposições, eventos e de oficinas artísticas e culturais, agregando à estrutura auditório com 60 lugares. Além disso, dispõe de jardim, ambiente de fruição e convivência para colaboradores, cooperados e visitantes. Paisagismo, plantas, pergolado, móveis e um espelho d'água embelezam a área destinada a mostras e convivência.

Diagnosis

Reunindo 11 artistas de expressão estadual, a exposição ‘Diagnosis - Reflexões sobre arte, medicina e saúde’ traz um apanhado de produções que versam sobre relações diretas e indiretas com assuntos e elementos constitutivos do universo das ciências médicas e da saúde. Conforme explica o curador, José Francisco Alves, a comunidade que visitar a Casa poderá verificar obras de profissionais que há anos se utilizam de procedimentos e simbolismos da medicina, dos mundos científicos e educacional das áreas da saúde, bem como trabalhos recentes retratando os delicados momentos pandêmicos.

Entre os trabalhos, pontua José Francisco, há também obras de artistas cujas vivências transitórias ou permanentes, comuns às necessidades dos tratamentos e procedimentos médicos, acabaram por fazer parte de forma temática no conjunto da arte de cada um: visões do corpo e do espírito que se transformaram em razão das experiências.

Para um diálogo das obras com o mundo real e museológico, atrelado aos objetos do universo médico, a mostra conta com itens do acervo do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul (MUHM), como mobiliário, cartazes pedagógicos e até uma escultura cerâmica, além de cadernos utilizados por acadêmicos de medicina com o uso do desenho como aprendizado. No total, as mais de 50 peças estarão distribuídas tanto na Casa da Memória, quanto em seu anexo. 

Artistas presentes

Estão expondo seus trabalhos os seguintes autores: Alexandra Eckert (impressões e objetos), Ana Norogrando (esculturas), Bebeto Alves (fotografias), Britto Velho (pinturas), Fernanda Martins Costa (pinturas e desenhos), Fernando Baril (pinturas), Gilberto Perin (fotografias), Patrício Farias (escultura), Paulo Favalli (escultura), Ricardo Guiliani (montagens), e Silvia Brum (pinturas).

A mostra segue até 23 de fevereiro de 2023, e pode ser visitada de forma gratuita de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

Monumento

No contexto das comemorações dos 50 anos da Unimed Federação/RS, em meio ao rígido desafio que os 1000kg de aço corten trouxeram, o escultor e arquiteto e urbanista gaúcho, Vinicius Vieira, criou um monumento de beleza ímpar, propondo leveza e movimento, a partir de formas piramidais assimétricas que apontam para o zênite, equilibradas por cinco figuras humanas que trabalham em cooperação. 

O conjunto formado em ascensão, explica o autor, tem o propósito de visibilizar as relações entre capital e trabalho em permanente sinergia, retratando a perspectiva exarada pelo Sistema Unimed-RS. Foram 150 dias de trabalho artístico em atelier, inspirados nos processos de construção coletiva da sociedade unimediana, buscando harmonizar a obra com o ambiente aberto de encontros da Casa da Memória, aproximando as pessoas ao fortalecer identidades e estimular novos olhares para o futuro.

Uma escultura sustentável

O aço corten foi o material escolhido para realização da obra por sua alta resistência e durabilidade. Com o passar dos anos, ele cria uma camada protetora natural. Em razão da composição dispensar usos de tintas, ácidos e outros que iriam trazer gastos energéticos, se sustenta por si só, necessitando menos solda e menos gasto de luz na fabricação.

 

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