Disco com quatro músicas marca os seis anos da banda erechinense e será lançado em show na noite de hoje
Com seis anos de estrada, a banda Paul Jack, de Erechim, lança na noite de hoje seu disco “É o sistema” - um EP com quatro músicas - resultado do primeiro trabalho em estúdio do grupo. Com seis anos de estrada, a banda atualmente tem em sua formação Júnior Facioli no vocal, Guilherme Adamczyk no baixo e vocal, Renato Konig na guitarra e Jonatan Amiel na bateria. O show de lançamento do disco será no Santa Fé, com abertura da banda Folkatruas. O evento marca ainda o encerramento da semana acadêmica do curso de História da Universidade Federal da Fronteira Sul.
Em entrevista ao Bom Dia, a banda falou sobre a cena do rock em Erechim e sobre a carreira, além de adiantar como será o novo trabalho, que contará com quatro músicas: Estou de cara, Money, Dr. Jhony e Daltreiros. “Existe uma grande ansiedade pelo show de lançamento. Procuramos fazer o nosso melhor, gostaríamos de fazer o convite e esperamos que o pessoal se faça presente e goste do show, porque a noite promete ser histórica, de suma importância para o futuro da banda”, projeta Guilherme.
A Paul Jack surgiu em 2010, tendo como embrião a banda Daltreiros, que foi formada por frequentadores da praça Daltro Filho em 2009. “A banda tem uma característica de bastante heterogeneidade entre seus membros, com gostos que transitam por vários estilos, que vão desde o rock e blues, até o metal e passando pelo reggae e funk. Se tratando de inspirações para as composições eles destacam temas relacionados à historia, à sociedade e ao sistema. “Tais temas são bastante recorrentes, principalmente neste momento altamente crítico de nosso país, onde a música pode ser um meio de trazer contribuições para uma reflexão mais crítica das pessoas”.
Assim como a maioria das bandas, a Paul Jack iniciou fazendo covers. “Ficamos nessa por um bom tempo, mas de uns dois anos pra cá começamos a investir na música autoral mesmo, compondo nossas canções e se preparando para gravar um disco. A opção por elas se deu basicamente porque a gente acreditava, e ainda acredita, que pode contribuir com algo de novo e relevante para a arte, criando uma identidade da banda. Compor e executar as próprias músicas, ouvir elas tocando na rádio, ver a galera pedindo, cantando, curtindo e elogiando é uma sensação muito boa e gratificante. O reconhecimento da sua obra é o objetivo do artista.”, pondera Guilherme.
Desafios e oportunidades
Sobre os desafios relacionados a espaço e oportunidades em Erechim, Adamczyk pontua que existem algumas questões que os músicos sofrem em qualquer lugar. “Uma delas, é a valorização, já que muitas pessoas não levam a música, e a arte em geral, como uma coisa séria, como um trabalho que exige bastante investimento de tempo e também, muitas vezes, de dinheiro. Em grande parte das vezes, quem assiste um show, dificilmente sabe o quanto custa, por exemplo, um instrumento, um amplificador, etc, e não imagina o esforço e a demanda de tempo que é para se alcançar um show de alto nível, já que o aperfeiçoamento só vem com muito empenho e ensaio”.
A banda cita ainda como um dos maiores desafios a falta de lugares para tocar. “São poucas casas que oferecem espaço para este estilo. Mas, no nosso entendimento, uma cena do rock em Erechim vem se desenhando de uma maneira mais consciente, pelo menos entre os músicos, com as bandas entendendo que precisam se unir, uma apoiar a outra, ir aos shows, e não ficar numa espécie de competição para ver quem é melhor. Esse negócio de tocar sozinho, só uma banda, não existe mais. É mais interessante ter um evento com duas, três bandas, porque assim o público de uma assiste o show da outra, vai conhecendo e criando uma integração”, completa