O governador Eduardo Leite, em sua explanação aos prefeitos (parte inicial do reunião-almoço com a AMAU) nesta sexta-feira, 5, em Erechim, mostrou a história da dívida pública, com recortes de jornais ainda da época do governador Jair Soares, mostrando a situação do RS, e todas as ações implementadas para diminuir o déficit, mas que não suficientes, justificando os projetos de aumento de impostos.
Principalmente a necessidade de se buscar mais de R$ 3,3 bilhões, que terá que colocar na educação, por conta que os professores aposentados (120 mil inativos e 60 mil na ativa), não poderão mais entrar na conta dos 25% constitucional, que é obrigado a gastar do orçamento.
Enquanto argumentava, usou como exemplo o filme “Não Olhe Para Cima”, que ilustra de forma satírica que está cada vez mais difícil projetar mensagens ao público, inclusive quando o objetivo e dizer que estamos à beira do fim do mundo, e que precisamos fazer algo urgente para evitar a extinção: “nossas necessidades são urgentes. Não podemos ficar olhando para cima. Tenho 39 anos, e quero viver mais 50 no Rio Grande, mas não quero olhar para trás, e ver que eu não tentei. Não irei procrastinar e deixar para o próximo governo. Podem falar mal, o que quiserem”. Para Leite, o maior desafio do Rio Grande do Sul neste momento é prestar serviços de qualidade, com equilíbrio fiscal.