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Política

‘Balas trocadas’: com representatividade, mas sem espaço

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Vice-presidente da Assembleia Legislativa, Paparico Bacchi (PL); governador do RS, Eduardo Leite e P
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

A passagem do governador Eduardo Leite (PSDB), escancarou uma disputa forte, entre ele e o vice-presidente da Assembleia Legislativa do RS, Paparico Bacchi (PL). Nas agendas que participou, Paparico não teve espaço nenhum para falar. E quando o governador falava, tocava no nome da Delegada Nadine como defensora da segurança pública, mesmo falando o nome do parlamentar.

Sem trocar palavras, mesmo lado a lado

No evento de inauguração do CRPO Norte, Nadine estava sentada ao lado direito de Leite. Quando Paparico chegou, ela cedeu espaço para ele. Em momento nenhum, o governador trocou uma palavra com Paparico, apenas com o prefeito Polis que estava do seu lado esquerdo.

Alfinetas sutis

Mais tarde, na Villa Trentin, na reunião-almoço com os prefeitos da AMAU, Leite explicava a situação financeira do Estado, que vem de décadas, para justificar a majoração da alíquota do ICMS, e em várias oportunidades olhava para Paparico, que é contrário ao projeto.

Crítico ferrenho ao governador

Paparico nos últimos meses vem sendo bastante crítico ao governo de Eduardo Leite, que apoiava na gestão passada. Recentemente disse: “o governador precisa tirar a bunda da cadeira e encontrar novos caminhos”. Uma disputa política que está cada vez mais escancarada. O deputado tem representatividade, mas ficou sem espaço nos eventos da última sexta-feira, 5. Falei com ele sobre isso e disse que é oposição ao governo e entende esses movimentos, mesmo tendo ajudado em seu mandato, para essas realizações. A sexta-feira foi uma espécie de ‘balas trocas”, ou a 3ª Lei de Newton (toda a ação tem uma reação).

Construção coletiva

A vinda do CRPO Norte e do novo Complexo Prisional é uma reivindicação antiga da região, e foi uma construção coletiva, com muitas pessoas fazendo parte: prefeitos, vereadores, governo estadual, deputados, sociedade civil organizada, entre outros, durante muito tempo. Todos deram sua contribuição, não tem como alguém reivindicar a paternidade exclusiva. 

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