Não poderia deixar de escrever algumas linhas nesse 30 de abril, data de aniversário de 106 anos de Erechim. Sou natural de Passo Fundo, mas vim morar aqui em abril de 1978, antes de completar 8 anos, há 46 anos. Sou erechinense de coração, e não podia ser diferente, pois todas as minhas lembranças de vida, são de Erechim – infância, adolescência, fase adulta.
O pirógrafo e o mimeógrafo
O 1º grau (Ensino Fundamental) no José Bonifácio, com EMOCI, OSPB, períodos concentrados para o Desfile de Sete de Setembro, o galinheiro, a cantina, o pirógrafo e o mimeógrafo. Em dias de chuva, no pátio interno, havia competição de barquinhos feitos de madeira e papel por onde corria a água,
Adolescência aflorando....
No 2º grau (Ensino Médio) na Fapes (ainda não era URI). Pegava o ônibus urbano na esquina da Rua Itália com a Avenida Maurício Cardoso, ainda de paralelepípedo, para ir estudar. Uma viagem longa. Aulas de manhã e de tarde. E a adolescência aflorando...
Tantas lembranças
Campeonatos municipais de futsal, basquete, voleibol, com os ginásios lotados, no São Pedro, na AABB, no Sesi, e ainda o JICAU, que reunia em competições clubes do Alto Uruguai (natação, tênis, bocha, futebol vôlei, entre outros esportes). Mais o interblocos do CER Atlântico, antes do Carnaval, ‘sapeada’ na Slurp e no Morro, roupas da 107 Surf Shop, Bar’Anas (Inferninho), fliperama, Cine Luz, Young House, festinha de rosto colado no Nico Tramontini, Chacal, Biriba na Rua Alemanha, shows de rock (anos 80) no Capengui em Passo Fundo, com ônibus saindo lotado daqui, Bauhaus, Paddle Café....sou erechinense de alma e coração.
Lá se vão quase 30 anos
Na fase adulta o início no jornalismo, e lá se vão quase 30 anos. Através da profissão pude conhecer melhor a cidade que tão bem acolheu a mim e toda a família. Conheci a política, a economia, as entidades. Todo o trabalho que iniciou lá em 1918 e perdura até os dias de hoje. Obrigado Erechim!