Cada vez que se fala no Castelinho (foi anunciada um plano de recuperação), e a necessidade de seu restauro, para recuperar a história de Erechim, é comum uma enxurrada de comentários sobre os valores gastos com a obra ao longo dos anos.
Apenas duas intervenções
Mas na verdade, ele está nesse estado pela falta de investimentos. Podemos discutir se a aplicação dos recursos foi inoperante, mas não o excesso de ações para sua preservação. Dos anos 90 para cá (e antes pouco e nada foi feito), em apenas dois momentos o prédio histórico sofreu intervenções. Uma em meados de 1990 e outra em 2014.
O imaginário popular e a politização
Criou-se um estigma sobre o Castelinho, que não condiz com a realidade. O imaginário popular em função da politização em torno de suas melhorias, acabou jogando a população contra algo, que é extremamente importante para a comunidade, que é a preservação da história de um marco de nossa colonização.
Recursos para a cultura, são verbas carimbadas
Sobre comentários de se investir os recursos de um restauro na saúde, ou outra área, também é uma leitura equivocado. Recursos para a cultura, são verbas carimbadas. Não podem ser usados em outras áreas. Caso o restauro não seja feito, os valores não irão para outra área pública, e sim investidos em projetos da cultura. E é possível se buscar recursos estadual e federal, e mesmo com a iniciativa privada, sem onerar apenas a erário municipal.