Dando sequência à série de matérias sobre a história das eleições municipais em Erechim, na edição de hoje os pleitos de 1982, 1988 e 1992, período que ainda não tinha internet, e os boletins eleitorais eram escritos à mão ou datilografados. Em 1992 já se apresentou mudanças na forma de divulgação.
Nesse período entre as três eleições, começaram a surgir novos partidos e começaram a ser feitas as coligações. Na próxima semana, nas cinco colunas, serão publicadas as últimas sete eleições, de 1996 até 2020.
1982: mais uma vez se elegeu o segundo mais votado
Em 1982, não existia mais a Arena e o MDB, os partidos começaram a se multiplicar no Brasil. Em Erechim, tinha quatro siglas na disputa: PDS, PMDB, PDT e PT.
E tinha sete candidaturas: duas do PDS, duas do MDB, duas do PDT e uma do PT. Para apurar o prefeito vencedor mais uma vez valia a soma dos candidatos dos partidos. Quem tinha mais voto, independentemente de ser o mais votado, elegia o prefeito.
E aconteceu novamente o mesmo fato de 1976. O MDB teve o mais votado, mas o PDS na soma geral tinha mais votos, e elegeu Jayme Luiz Lago (2º mais votado).
Veja como foi a votação dos sete candidatos:
PDS: Jayme Luiz Lago e Arlindo Madalozzo – 7.384 votos.
PDS: Darcy Pagliosa e Maria de Lourdes Michelon – 3.408 votos.
PDT: Moacir Tormen e Orélio Pezzin – 4.464 votos
PDT: Lewis Luis Caron e Gelsomino Appi – 424 votos.
PT: Nédio Piran e Nelly Dambroz – 624 votos.
PMDB: Sérgio Benito Maccagnini e Carlinda Poletto Farina - 8.254 votos.
PMDB: Fernando Testa e Luiz Pungan – 1.084 votos.
Pelo número de eleitores que compareceram às urnas (27.990), o quociente eleitoral para eleger um vereador ficou em 1.444 votos, para preencher 19 vagas, que tinha na época. Dos quatro partidos que disputaram as vagas, apenas um não obteve o quociente eleitoral, que foi o PT, em sua primeira eleição em Erechim. A seguir os eleitos:
PDS: Elídio Scaranto (781 votos); Celso Alves Machado (694); Luiz Felipe De Marchi (567); Elídio Cervo (559); Wilson Tonin (517); Nery Gasperin (498); Cláudio Grasel (455); Armando Grando (445); Argeu Vilgar Marques Garcia (438).
PDT: Guerino Jacob Tormen (470 votos); Terezinha Pezzin (411); Guilherme Barp (316).
PMDB: Aristides Zambonatto (1.175 votos); Helly Parenti (855); Luiz Frizzo (830); Luiz Antonio Tirello (706); Alderico Albino Miola (590); Ibanor Morandin (547); Luiz Dalla Costa (495).
1988: ano de início das coligações
Na eleição de 1988 mudou os modelos de formulários do TRE/RS para anotar o resultado das urnas. Foi o ano que começaram as coligações com o aumento do número de partidos, e deixou de existir a lista tríplice. Erechim teve quatro candidatos a prefeito, e começaram a ser criadas os nomes das coligações com partidos que tinham afinidades ideológicas. Veja os candidatos e as respectivas votações, quando Eloi Zanella conquistou seu segundo mandato.
Aliança Democrática Popular (PFL e PDS): Eloi João Zanella e Narciso Paludo – 12.383 votos.
PMDB: Alderico Albino Miola e Antônio Dexheimer – 10.394 votos.
PDT: Elídio Cervo e Giovani Beraldin – 6.243 votos.
PT: Nédio Piran e Jones José Budrys – 4483 votos.
A Câmara de Vereadores de Erechim, tinha 21 vagas em disputa. A Aliança Democrática Popular (PFL e PDS) fizeram 10 cadeiras; PDT fez 4; PT fez duas cadeiras e o MDB elegeu cinco.
Os eleitos foram: Carlinda Poletto Farina (1.274 votos); Luiz Antonio Tirello (954 votos); Joselito Dal Mass (924); Waldomiro Fioravante (907); Moacir Tormen (765); Celso Machado (715); Ivo Nazzari (679); Solani Rigo (661); Nery Gasperin (647); Elídio Scaranto (621); Leri Lonzetti (510); Eleonir Gollin (481); Paulo Roberto Farina (459); Loredan Tonin (443); Ayrton Matté (437); Luiz Frizzo (426); Silvestre Cordone (418); Waldemar Dornfeld (416); Helly Parenti (413); Ibanor Morandin (413); Terezinha Pezzin (356).
1992: ampliação do número de partidos e coligações
Nesse ano, começa a ser digital a divulgação pelo Tribunal Regional Eleitoral, mas os votos ainda eram em cédulas de papel. Concorreram três coligações: PMDB/PDT/PL/PSDB; PFL/PDS e PT/PSB. Venceu Antônio Dexheimer (MDB). Veja a seguir o desempenho nas urnas:
PMDB/PDT/PL/PSDB: Antonio Dexheimer e Luiz Francisco Schmidt – 18.846 votos.
PFL/PDS: Narciso Paludo e Alderico Albino Miola – 14.863 votos.
PT/PSB: Waldomiro Fioravante e Tainete Perin – 3.855 votos.
Nesse ano, se ampliou o número de partidos, e desta forma, as 17 cadeiras da Câmara de Vereadores (baixou quatro com relação a eleição anterior), foram preenchidas com seis partidos: PFL, PDT, PMDB, PDS, PTB e PSB.
PFL (6 cadeiras): Maria Elisa Zordan Franceschi (1.216 votos); Silverio Fortunato (1.021); Silvestre Cordone (943); Carlinda Farina (930); Cezar Caldart (904); Jaime Piaia (833)
PDT (4 cadeiras): Moacir Tormen (962 votos); Cesar Mantovani (837); Terezinha Pezzin (775); Helly Parenti (624).
PMDB (3 cadeiras): Jorge Lisboa Goelzer (783 votos); Sérgio Maccagnini (746); Moacir Anziliero (728).
PTB (2 cadeiras): Luiz Alberto Barella (735 votos); Luis Deonisio Silva de Brito (656).
PDS (1 cadeira): Gilberto Salomoni (777 votos).
PSB (1 cadeira): Loedir Luiz Dassi (363 votos).