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Política

Erechim de “A” a “Z”, faltando menos de dois meses para as eleições

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Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

As eleições municipais de 2024 serão realizadas no dia 6 de outubro de 2024. Portanto faltam menos de meses para o pleito que irá escolher o próximo prefeito, vice-prefeito e 17 vereadores. O Erechim de “A” a “Z”, um pouco sobre a definição dos nomes após as convenções e o que antecedeu, e ações que os eleitos terão que ter sobre suas mesas no raiar de 1º de janeiro de 2025 e durante o período eleitoral.  

 

Bolsonaro, o ex-presidente da República, recebeu convite para vir à Erechim, durante as eleições, para ajudar na campanha de Ernani Mello (PL) e Renan Soccol (Progressistas). É tido como peça fundamental para alavancar a candidatura, uma das duas de direita em Erechim. 

 

Convenções partidárias, em Erechim, que definiram quatro candidaturas em Erechim – Anacleto Zanella (PT), Anax Pezzin (Republicanos), Ernani Mello (PL) e Paulo Polis (MDB) foram tranquilas, diferentes de pleitos passados. Porém os discursos deram uma amostra do tom de campanha, de quem disputa para permanecer no Executivo e quem busca pelo comando máximo do município.

 

Dirigentes partidários após garantir suas nominatas ainda no início de abril, agora tem outro desafio: segurar o ímpeto dos candidatos, já que a partir de agora a disputa é interna. E preciso ser um bom gestor de crise, para arrefecer ânimos exaltados, que só tendem a piorar a partir de agora, com a proximidade do início da campanha, e consequentemente do pleito.

 

Esquenta eleitoral já é possível ver, com algumas enquetes frias que circulam, principalmente no Whats. Sem procedência, sem nada, quem contratou. São largadas ao vento, para testar o eleitor no velho ‘Efeito Manada’, de seguir quem está na frente. Prática espúria, mas corriqueira, infelizmente.  

 

Flávio Tirello (PSDB) é o atual vice-prefeito, e irá à reeleição. Mas ao longo do mandato, muitos queriam que fosse trocado o vice para as eleições desse ano. Conseguiu se cacifar, principalmente pela troca de partido, quando deixou o PSB e se filiou nos Tucanos. 

 

Grupos de trabalho dos partidos, são fundamentais, para o bom andar de uma campanha eleitoral. Coesão nas informações e delegação de funções, faz com que ganhem tempo para dar corpo as candidaturas. Independentemente da função que desempenham, são importantes no processo.

 

Historicamente, os partidos políticos em Erechim, tentam se cacifar vendendo uma imagem maiores do que são. Todas as eleições são assim. Aberta às urnas, a verdade vem à tona.

 

Instabilidade emocional é algo que os candidatos precisam trabalhar incessantemente, para aguentar um período eleitoral. É aquela velha máxima: “quem não tem rabo na política, cutucam o pitoco”. Principalmente quando chega o período dos debates.

 

Justiça Eleitoral está de olho nos abusos por parte da campanha. E o eleitor precisa fazer sua parte, e denunciar as irregularidades.

 

Kickboxing é um esporte de combate desarmado em pé, fundamentado em chutes (kick) e socos (boxing). Infelizmente, durante um período eleitoral, tem alguns que não se garantem no argumento e passam para as vias de fato.

 

Lista de apostas sempre ocorrem nas eleições. Apostam em tudo: quem vai se eleger, quem vai ficar em último, percentual das urnas, qual a composição da Câmara para a próxima legislatura. Daqui uns dias começam a colocar urnas em bares. São apostas de um simples cafezinho, até dinheiro ‘grosso’. É um ‘mercado paralelo das eleições’, e nem sempre e pelo dinheiro e sim o vencer, dizer que sabe mais que o outro.

 

Mulher na majoritária, entre oito nomes (quatro para prefeito e quatro para vice), apenas uma nos Republicanos, com Vanessa Oliveira, que concorre a vice, com Anaximandro Zambonatto Pezzin para prefeito. Esta é a segunda candidatura de direita no município. Ambas disputarão uma eleição a parte, para ver quem realmente representa esse espectro político.

 

Novas regras eleitorais para eleger um vereador, desafias as siglas menores. A cláusula de barreira, é de 20% (em torno de 700 votos para eleger o primeiro vereador). E ainda tem 80% do quociente eleitoral (em torno de 2.800 para a sigla entrar na disputa).

 

Os arranjos eleitorais na maioria das vezes colocam lado a lado, ideologias políticas antagônicas. Por isso prefiro escrever que temos dois grupos de partidos: os que estão no poder e querem permanecer e os que estão fora dele, querendo entrar.

 

Paulo Polis (MDB), o atual prefeito de Erechim irá concorrer à reeleição. Irá em busca do quarto mandato. Se lograr êxito, se iguala ao ex-prefeito Eloi Zanella (que governou Erechim em quatro oportunidades). Se vencer, será o segundo tetra-prefeito da Capital da Amizade.

 

Quanto é necessário investir para eleger um prefeito? A estrutura é grande para montar uma campanha que tenha chances de vitória, e são necessárias cifras astronômicas. E quanto mais o tempo se aproxima, mais recursos são necessários. Invariavelmente, vence quem é bem estruturado. 

 

Renan Soccol (Progressistas) é o vice de Ernani Mello (PL), e ainda com apoio do Podemos. Renan, vereador, também é presidente do partido, ou concorreria ao Executivo, ou não disputaria as eleições. Já Ernani, foi quatro vezes vereador e também secretário municipal do atual governo Polis, no primeiro ano. Candidatura representa a direita em Erechim. 

 

Santa Terezinha, hospital público será tema cativo na propaganda eleitoral. Quem está no comando irá defender o que foi feito, apresentando números. E quem não está, falará das cirurgias represadas, demora do atendimento do Pronto Socorro e exames. A saúde sempre foi, é e será um tema nevrálgico em qualquer eleição.

 

Todos os planos de governo, são bons. Elencam necessidades e ações das coligações para Erechim se desenvolver. Mas o eleitor precisa estar atento e analisar quais são exequíveis, possíveis de colocar em prática.  

 

Urnas eletrônicas, tema de tantas discórdias, mas o voto depositado nela é a essência da democracia. Jamais venda seu voto, exerça esse direito, conquistado a duras penas, com responsabilidade.

 

Vereadores, quase 200, estão na disputa por 17 vagas. Dos eleitos, em 2020, sete não concorrerão à reeleição, o que já garante uma renovação superior a 40%. E como em todas as eleições, nem todos se reelegem, esse ano deve ser uma das maiores renovações da história recente da política local.

 

W é o símbolo para watt, que é uma unidade de potência. Os candidatos têm que ter muita força e disposição para os encargos de um pleito. Mas precisam entender que não é uma corrida de 100 metros, já que estamos em período de Olimpíadas. E sim uma maratona. Não adianta chegar na reta final ‘esgualepado’.  Requer fôlego físico e financeiro, além de ser especialista na arte de ‘engolir sapos’.

 

X da questão nessa eleição é como dois ex-secretários do atual prefeito, irão se posicionar durante a campanha. Será um tom agressivo, ou um clima mais ameno? Aguardemos.  

 

Y é a vigésima quinta letra do alfabeto latino. Originalmente, no latim, a letra Y representava a vogal grega anterior fechada arredondada. E uso esse significado, para falar sobre as coligações. Quem não tiver fechado e bem redondo no discurso, deve colecionar fracasso nas urnas. Infelizmente durante um pleito, tem aqueles que trocam de lado várias vezes, conforme lhe convém.

 

Zanella, o Anacleto, foi o escolhido pelo PT para concorrer à prefeitura de Erechim. Foi seis vezes vereador, e duas vezes secretário municipal nos dois primeiros mandatos do prefeito Polis. Um tema que trará para a campanha é a escolha dos diretores das escolas municipais através do voto, e não lista tríplice, como é hoje, quando o prefeito escolhe o comandante do educandário.

 

 

 

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