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Política

Vice-governador Gabriel Souza fala sobre reconstrução do Estado no Prata da Casa

Para Erechim pontuou a construção do novo Presídio Regional e melhorias na RS 135

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Por Carlos Silveira
Foto Carlos Silveira

         A Associação Comercial, Cultural e Industrial de Erechim (ACCIE) realizou na sexta-feira, 13, junto ao Polo de Cultura, o seu tradicional Prata da Casa que contou com a presença do vice-governador do Estado, Gabriel Souza.

         O evento, presidido pelo presidente da entidade, Darlan Dalla Roza, contou com a presença de associados, candidatos as eleições deste ano, empresários, cooperativas, líderes da área comercial do município, representantes de universidades, convidados e imprensa.

         Antes de iniciar os trabalhos do dia, Gabriel falou com a imprensa, momento em que detalhou várias ações que estão sendo desenvolvidas pelo atual governo, como de futuras realizações a partir de agora, tendo como grande foco de atuação os municípios atingidos pelas cheias de maio deste ano, a exemplo de Roca Sales e Muçum. Entre outras pontuações, a construção do novo presídio em Erechim e melhorias junto a RS 135, trecho que liga Erechim até o município de Passo Fundo.

Conversa com empresários

         Falando em obras para a região Norte do Estado, Gabriel pontuou a conversa que teve com empresários de Erechim, quando mostrou três pontos, a reconstrução do Estado de uma maneira geral, pois uma coisa liga a outra, ou seja, de que adianta apenas uma região desenvolvida se outra no mesmo se encontra com problemas estruturais oriundos das tragédias climáticas.

Futuro

         Outro ponto foi elencar as obras que estão sendo feitas em toda a região do Alto Uruguai e uma projeção de futuro que o Rio Grande do Sul ainda tem para propiciar o desenvolvimento econômico e sustentável. Por fim discutir o futuro, onde se destaca o capital humano e qualificação da mão de obra, principalmente pelo fato de Erechim possuir hoje, mais de duas mil vagas de empregos abertas.

Mão de obra

         “Precisamos ter qualidade da mão de obra, pois temos uma cidade industrial que precisa muito de qualificação para poder gerar produtividade nos seus ativos. Também destacar a infraestrutura da região que recebeu um forte aporte desde o ano de 2021, momento em que se conseguiu organizar as contas do Estado. Teremos os anos de 2025 e 2026 com muitos investimentos, pois temos o dinheiro da reconstrução do Estado que é oriundo da renegociação da dívida com a União, onde as parcelas serão usadas para obras. Para o ano que vem serão quatro bilhões e duzentos milhões de investimentos, ainda os recursos das privatizações e equilíbrio do caixa”, garante.

Elencar agendas

         Para tanto, destaca Gabriel que a região do Alto Uruguai deve elencar as suas prioridades agendas, quais são as obras mais importantes para que se possa colocar as ações na prática, fato que demanda muito com relação aos resultados das eleições municipais deste ano. “Temos a orientação do Governador do Estado de entender as demandas da população, oriunda das suas regiões”.

Presídio Regional

         Com relação ao Presídio Regional, Gabriel lembrou a PPP, uma das pioneiras no Brasil, onde Erechim terá uma casa prisional robusta. “Ninguém gosta de ter presídio em lugar nenhum, mas sem este aumenta a insegurança pública, pois uma parte do judiciário muitas vezes decide pela soltura dos presos exatamente por não ter mais vaga. Estamos em um momento que temos menos crimes, o que demonstram os índices, mas temos mais pessoas presas e desta forma necessitamos de vagas nas casas prisionais”.

         O novo local conta com uma área de 10 hectares e meio, com módulos de 26 mil metros quadrados, sendo 1200 vagas em um investimento de R$ 149 milhões. “Estamos na fase de elaboração do projeto com um cronograma de obras de dois anos, o que significa que até o fim deste governo poderemos ter a conclusão total”.

RS 135

         Pontuando a RS 135, o vice-governador destacou que está se encaminhando para um bloco de concessões “mas é importante pontuar que não faremos nenhuma publicação de edital sem antes debater o tema com a comunidade regional. Hoje temos novas tecnologias que vão diminuir a resistência ao pedágio, são portais sem cancelas distribuídos no decorrer da estrada, ou seja, o usuário irá pagar pelo que andou de fato e não tarifa cheia como acontece atualmente”.

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