Erechim, como qualquer cidade, possui seus poderes constituídos, e estes de uma forma ou de outra procuram retribuir para a comunidade tudo aquilo que recebem durante as suas gestões, seja para pessoas físicas, empresas, instituições, cooperativas, agremiações e associações das mais diversas categorias. Enfim, de uma forma ou de outras as homenagens marcam a vida de muita gente.
Um grande exemplo é o Troféu Castelinho, este que já foi mais bem confeccionado no passado (com base de granito e uma foto reestilizada e resinada) sendo entregue até mesmo para autoridades na Itália pelo seu ex-presidente José da Cruz em comitiva àquele país. A importância dele seja para quem entrega, mas principalmente para quem recebe é muito grande. Também tem outras formas, como medalhas, placas, troféus e outras tantas que marcam a trajetória dos que recebem.
Mas, ressaltando o Troféu Castelinho, marcamos a importância que a edificação tem para a nossa história desde a nossa fundação como município, ou seja, embora esteja no estado em que está, mas já com projetos para a sua restauração e a fundação da Associação dos Amigos do Castelinho, tem a máxima glória histórica e arquitetônica.
Trabalhando nesta linha e lembrando um pouco da história triste da queda da primeira escola de Erechim, a do Professor Mantovani que sucumbiu há pouco tempo aos cupins e humidade, por que não, para eternizar a imagem desta edificação, o município, seja pelo Executivo ou Legislativo, instituir o Troféu Escola Professor Carlos Mantovani, ou seja, aos moldes do Troféu Castelinho, porém bem mais detalhado, que seria direcionado para quem faz educação, escolas, universidades, professores e alunos destaque.
A iniciativa não seria apenas como homenagem, mas sim para perpetuar a antiga escola que dificilmente terá uma restauração ou edificação igual, uma por estar em terreno particular e outra porque não existem projetos ou iniciativas para isso, como o legado do professor Carlos Mantovani.
Carlos Mantovani chegou em Erechim (que na época era chamada Boa Vista) por volta de 1917. Ele iniciou dando aulas em um barracão improvisado no terreno que adquirira, antes mesmo de construir a escola definitiva. A primeira escola propriamente dita foi construída em 1919 na Avenida Presidente Vargas. Ela funcionou por um período de seis anos como escola.
O prédio original da escola – de madeira – ainda existe, embora tenha ido ao chão. A casa da primeira escola tinha uma sala de aula de 20 m² (aproximadamente), com bancos e mesas de tábuas rústicas, um pequeno quadro-negro e mapas do Rio Grande do Sul e do Brasil.
O que dizem os historiadores
Para o professor e historiador Enori Chiaparini a iniciativa é extremamente significativa para a história de Erechim, principalmente na preservação da memória da escola para o município.
“Após todos falharem para que a edificação permanecesse em pé, esta é uma forma grandiosa para manter a importância que ela teve para nosso município. Devemos manter seu legado vivo e a iniciativa iria colocá-la de forma permanente, pois além de valorizar a sua história, manteria viva a identidade de nossa cidade”
A professora e historiadora Neusa Cidade Garcez pontua que: “acredito, com sinceridade, que a proposta ou a criação do Troféu Escola Professor Carlos Mantovani dará excelência para a homenagem, e honra ao homenageado, e, sobretudo, autenticidade histórica e justo reconhecimento ao pioneiro da educação em Erechim, bem como de toda a região do Norte do Alto Uruguai Gaúcho".