Roseli Battisti é a primeira patroa da entidade em seus 30 anos de história
Prestes a completar uma trajetória de três décadas em prol do tradicionalismo, o CTG Sentinela da Querência, de Erechim, tem sua primeira patroa. Desde o dia 12 de outubro deste ano, a patroa da entidade é a empresária Roseli Battisti, que assumiu o cargo diante do compromisso de seguir levando adiante a tradição e exaltando a cultura do Rio Grande do Sul.
Com 44 anos, a patroa do CTG ocupa este cargo em um momento especial para a entidade, que completa seus 30 anos de história. Com tradição no trabalho junto a patronagens anteriores, Roseli destaca que seu objetivo é dar sequência ao que já vinha sendo feito pelo CTG em relação às invernadas na participação de festivais e rodeios a fim de levar o nome do Sentinela da Querência aos quatro cantos do Estado.
Ela salienta ainda o desejo de trabalhar para fortalecer o aprimoramento dos conhecimentos de todos os integrantes das invernadas artísticas e campeiras através da criação da escola de aprendizado cultural e campeiro. A patroa pontua ainda que sua gestão – que se estende até o dia 31 de dezembro de 2018 – deverá ser marcada pela aproximação das famílias do convívio diário das atividades do CTG pois, como ela mesmo destacou em seu pronunciamento, “estas clamam por ambientes que propiciem inserir os nossos jovens conceitos de boa educação, disciplina e respeito”.
De igual para igual
Para Roseli, sua escolha para a patronagem do CTG demonstra que no tradicionalismo os trabalhos realizados tanto por homens quanto por mulheres são, nas suas palavras, “de igual para igual”. “Era uma tradição a escolha de um homem para o cargo, porém, estar neste lugar mostra que não há preconceito algum e que o trabalho realizado é de igual para igual. Homens e mulheres trabalham lado a lado”, salienta.
No meio tradicionalista há sete anos, ela explica que seu ingresso no CTG se deu a convite de Malton Nazari. Casada com Alexandre Battist e mãe de Bruno e Marina, Roseli explica que inicialmente não cogitava entrar em um CTG e chegou a sugerir ao esposo e aos filhos que estes poderiam participar sozinhos. Entretanto, já no segundo ensaio da filha na invernada, a patroa começou esta história de empenho e dedicação ao Movimento Tradicionalista Gaúcho e principalmente, à entidade. O amor evoluiu e hoje ela assume o cargo de maior importância de um Centro de Tradição Gaúcha e além disso, se torna a primeira mulher a comandar o CTG Sentinela da Querência.