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Cultura

Prédios culturais de Erechim seguem em recuperação após tempestade de granizo

Seis espaços foram atingidos pelo evento climático de novembro de 2025; intervenções têm prazos que variam de seis meses a dois anos

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Wallace Soares, secretário de cultura, esporte e economia criativa de Erechim.jpg
Arquivo Histórico Municipal Juarez Miguel Illa Font conta com ações força-tarefa para manutenção e r
Por Comunicação PME
Foto Comunicação PME (Milena Mezalira)

Os danos provocados pela tempestade de granizo registrada em novembro do ano passado ainda refletem em diferentes frentes de reconstrução em Erechim, atingindo desde residências, escolas e hospitais até prédios públicos voltados à cultura. Nesse contexto, os espaços culturais do município também seguem em processo de recuperação. Segundo o secretário municipal de Cultura, Wallace Soares, os prédios atingidos pelo temporal foram o Centro Cultural 25 de Julho, o Centro de Belas Artes Osvaldo Engel, o Castelinho, o CEU das Artes, a Secretaria de Cultura e o Arquivo Histórico.

No Centro Cultural 25 de Julho, os prejuízos foram significativos. Conforme Wallace, “o telhado, o forro, o carpete e o palco foram danificados”. As obras de recuperação já estão em andamento e, de acordo com o secretário, “a troca do carpete é o item mais demorado, em virtude da retirada e higienização de todas as poltronas”.

Em relação à Escola de Belas Artes Osvaldo Engel, Wallace Soares informa que “o início das obras deve ocorrer nos próximos dias”. Paralelamente, a Secretaria de Cultura avalia alternativas para minimizar os impactos aos estudantes. “Atualmente, estamos estudando uma realocação da escola no ano de 2026 para não prejudicar os alunos matriculados”, afirma.

O Arquivo Histórico Municipal foi o espaço mais afetado dentro do prédio da Secretaria de Cultura. Segundo o secretário, “grande parte do gesso desabou sobre os itens do acervo histórico, principalmente aqueles relacionados aos arquivos de jornais e da imprensa, que contam a história de Erechim”. Após o ocorrido, foram adotadas medidas emergenciais. “Realizamos a limpeza do local, a desumidificação dos itens e a secagem de todo o acervo”, relata Wallace, acrescentando que “esses trabalhos seguem e vão durar meses”. Para auxiliar na recuperação, ele destaca que “foram cedidos bolsistas da Universidade Federal da Fronteira Sul para apoiar os trabalhos”.

Já a Biblioteca Pública Municipal teve a recuperação estrutural concluída. “Todo o gesso foi trocado e cerca de três mil livros foram perdidos”, explica o secretário. No entanto, ele ressalta que o acervo começou a ser recomposto. “Conseguimos cerca de cinco mil livros por meio de doações para recuperar a biblioteca”, pontua.

Além desses espaços, outros prédios culturais também passam por intervenções. Wallace informa que “o CEU das Artes do bairro Progresso está com o processo licitatório em andamento”. Já o Castelinho recebeu recursos expressivos para o restauro. “Fomos contemplados com R$ 6,6 milhões do Fundo de Reconstituição de Bens Lesados do Ministério Público Estadual e mais cerca de R$ 500 mil do Governo Federal, valores que serão utilizados no restauro do prédio símbolo de Erechim”, afirma.

Sobre as fontes de recursos, o secretário detalha que “o Centro Cultural 25 de Julho e a Escola de Belas Artes terão parte das intervenções realizadas com recursos da Defesa Civil Nacional e outra parte com recursos próprios do município”. No caso do CEU das Artes, ele explica que “as obras contarão com recursos de emendas parlamentares federais e recursos próprios”. Já o Castelinho será restaurado “com recursos do FRBL e do Governo Federal”. Quanto ao Arquivo Histórico e à Biblioteca Pública, Wallace esclarece que “as reformas dos espaços foram realizadas pelo locador, enquanto a limpeza e recuperação dos itens ocorrem com recursos próprios”.

A previsão para a conclusão das intervenções varia conforme o espaço. De acordo com o secretário, “o Centro Cultural 25 de Julho, a Escola de Belas Artes e o Arquivo Histórico devem ter as obras concluídas em até seis meses”. Para o CEU das Artes, o prazo estimado é maior. “A previsão é de cerca de um ano”, afirma. Já o restauro do Castelinho deve ocorrer em um período mais longo. “A expectativa é de até dois anos para a conclusão”, finaliza.

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