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Saúde

Ondulações no queixo não têm relação com celulite corporal

Esse aspecto está ligado à ação do músculo mentoniano e costuma ser tratado com toxina botulínica e procedimentos estéticos complementares

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O aspecto da região costuma lembrar uma “casca de laranja”, com pequenas depressões e irregularidade
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Muitas pessoas observam pequenas ondulações e marcas no queixo ao falar, sorrir ou fazer esforço com a boca e associam imediatamente o quadro à celulite corporal. Apesar do nome popular, a chamada “celulite no queixo” não tem relação com a celulite tradicional, comum em áreas como coxas e glúteos.

O aspecto da região costuma lembrar uma “casca de laranja”, com pequenas depressões e irregularidades aparentes na pele. A alteração é frequentemente comentada nas redes sociais e nos consultórios de estética, mas sua origem está longe de envolver gordura localizada ou problemas circulatórios.

Contração muscular é a principal responsável

A chamada “celulite no queixo” é causada, principalmente, pela ação do músculo mentoniano, localizado na região central do rosto. Responsável por movimentos da boca e expressões faciais, esse músculo pode apresentar contração mais intensa em algumas pessoas, provocando ondulações e o aspecto enrugado característico na pele.

A intensidade das marcas varia conforme fatores como anatomia facial, força muscular e qualidade da pele. O envelhecimento natural e a perda de colágeno também tornam a alteração mais evidente ao longo dos anos.

Diferentemente da celulite corporal, a condição não tem relação com acúmulo de gordura, retenção de líquidos ou problemas circulatórios.

Exercícios faciais e massagens têm efeito limitado

Nos últimos anos, exercícios faciais e massagens para o rosto ganharam espaço nas redes sociais como alternativas para melhorar a aparência do queixo. Especialistas, porém, afirmam que essas técnicas têm resultados limitados. Atualmente, o tratamento mais utilizado é a aplicação de toxina botulínica na região, procedimento que reduz a contração do músculo mentoniano, suaviza ondulações e melhora o aspecto da pele. Os efeitos são temporários e costumam durar entre quatro e seis meses, exigindo reaplicações periódicas.

Ácido hialurônico pode complementar o tratamento

Em alguns casos, a alteração muscular vem acompanhada de questões relacionadas ao contorno facial e à estrutura óssea do queixo. Nessas situações, o preenchimento com ácido hialurônico pode ser indicado para melhorar a harmonia facial.

Geralmente, são utilizados ácidos hialurônicos mais densos, capazes de promover remodelamento da região e proporcionar maior definição ao contorno do queixo.

Os resultados desse tipo de procedimento costumam durar entre 10 e 18 meses, dependendo das características individuais de cada paciente e do metabolismo do organismo.

Além disso, os bioestimuladores de colágeno também podem ser empregados em alguns casos específicos. O objetivo, nessa situação, é melhorar a firmeza e a textura da pele, embora a indicação para a área do queixo seja mais restrita.

Avaliação médica é indispensável antes dos procedimentos

Antes de qualquer intervenção estética, é fundamental realizar uma avaliação médica individualizada. Pessoas com doenças autoimunes, alterações de coagulação, doenças neuromusculares, alergias aos componentes utilizados ou histórico de cirurgias e traumas na região exigem atenção especial.

Especialistas alertam ainda que os procedimentos devem ser realizados apenas por médicos capacitados, já que a região do queixo é delicada e bastante vascularizada. Como os tratamentos são feitos por meio de injeções locais, o conhecimento técnico é essencial para reduzir riscos e evitar complicações.

Entre os possíveis efeitos adversos estão hematomas, infecções, assimetrias e lesões locais, especialmente quando os procedimentos são realizados de maneira inadequada.

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