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Cultura

CTG Galpão Campeiro completa 64 anos

Entiadade fundada em 1952 é a pioneira a fomentar o tradicionalismo na região do Alto Uruguai

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Entiadade fundada em 1952 é a pioneira a fomentar o tradicionalismo na região do Alto Uruguai
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Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Entidade fundada em 1952 é a pioneira a fomentar o tradicionalismo na região do Alto Uruguai

Esta terça-feira, 6 de dezembro de 2016 marca o aniversário de 64 anos do CTG Galpão Campeiro, de Erechim. A entidade, fundada no ano de 1952, tem sua história marcada pela dedicação das diversas patronagens que não mediram esforços para dar sequência à trajetória do CTG, que conta hoje com cinco invernadas artísticas que, juntas, reúnem mais de uma centena de pessoas em torno do tradicionalismo, além da invernada campeira, equipe de patronagem e departamentos.

O atual patrão, Aldair Menosso, explica que o CTG é pioneiro na região, já que à época de sua fundação, os Centros de Tradição Gaúcha mais próximos do Alto Uruguai estavam localizados em Lagoa Vermelha e Passo Fundo. “A entidade é resultado de longos anos de dedicação e esforço de quem sempre esteve a sua frente. Mesmo diante de dificuldades, todos persistiram na tarefa de manter vivo o Galpão Campeiro para levar a tradição pela nossa região afora”, pondera, ressaltando que a entidade é a 13ª fundada no Rio Grande do Sul.

Memórias saudosas

Um encontro realizado na manhã de ontem (5) reuniu alguns dos patrões que já passaram pelo CTG, entre eles, Basílio Baptista da Silva, que assumiu a terceira patronagem da entidade, mas faz parte do Galpão desde sua fundação, em 1952. Aos 99 anos, ele lembra com carinho da história do CTG que ajudou a fundar.

Saudoso, ele relata o início da entidade, quando o professor Hugo Ramirez e o agrimensor Oscar Palma caminhavam pela Avenida Maurício Cardoso e, durante uma conversa informal, tiveram a ideia de criar um CTG na região. “Hugo Ramirez já tinha ajudado a fundar um CTG em Porto Alegre, por isso foi convidado por Oscar para criar um aqui. Palma se prontificou a sair por aí buscando os tradicionalistas que estavam perdidos para iniciar o CTG e foi então que encontrou a mim e a outros que se logo empenharam neste objetivo”, recorda, destacando que a primeira patronagem do CTG teve Hugo Ramirez a sua frente.

Basílio relembra ainda que a criação, embora tivesse contado com o apoio de todos, foi bastante difícil. “Começamos do zero. Não tínhamos nada, apenas vontade. Além disso, não se conhecia muita gente. O que nos ajudou foi o empenho de cada um”, diz, ao salientar que, apesar de sua idade, a memória da história do CTG segue viva em sua mente. Osmar Viero, que assumiu a 10ª patronagem da entidade, reforça que a longa trajetória do CTG é resultado de companheirismo e amizade.

Durante o encontro, Basílio relembrou passagens da história da entidade, desde os desafios para a construção do rancho, passando pela organização do primeiro fandango da região até as atitudes tomadas nos momentos difíceis do CTG. Os demais patrões também complementaram a conversa com momentos marcantes da história da entidade, que tem como lema “O rio Grande de pé pelo Brasil”.

Patrões que passaram pela entidade

Hugo Ramires (1952); Heitor Dumoncel Pittchan, Eduardo Pinto,  Aldomiro Castilhos, Basílio Batista da Silva, Aldomiro Canfeld Lima, Ulderico Franklin da Silva, Antônio Pimenta do Carmo, Osmar Vieiro, Teno Arenhart, Affonso dos Santos Tacques, Bruno Prisco, Alberto Pescador, Hilário Arpini, Felice Romeu Barbosa, Olivino Molossi, Clelio Arpini, Volmir José Ambrósio, Achyles Luiz Poletto, Júlio César Marubim, Aldo de Assis Ribeiro, Paulinho Morandini, Milton Arpini, Rogério Ambrósio, Isaías Batista Ribeiro, Zulmir José Sotoriva, Wilmar Busatta, Vaneres João Rigo, Armelindo Rosset, Joaquim Samoel do Nascimento, Adão Brandler, Paulo Roberto Pereira e Aldair Menosso (atual).

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