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Especial

“A mulher tem que ser protagonista de sua própria história”

Diana Maria Trentin Prichua
Por Rodrigo Finardi
Foto Divulgação

Aos 44 anos, Diana Maria Trentin Prichua, começou trabalhar muito cedo, aos 12 anos. Natural de Tapejara, filha de pequeno agricultores, se mudou para Getúlio Vargas com seus pais aos nove anos. Três anos depois já começava a trabalhar e nunca mais parou. Casada com Marlos Ricardo Prichua, tem uma filha de quatro anos, Maria Eduarda. Trabalha no departamento comercial da Rádio Erechim há mais de quinze anos.

No Dia Internacional da Mulher, Diana dá a dica: “as mulheres precisam de conhecimento, pois isso transforma a todas”.

Você começou a trabalhar muito cedo?

Diana Trentin Prichua: Comecei trabalhar aos 12 anos como auxiliar de serviços gerais.  Em seguida estagiei na antiga CEEE e aos 16 anos vim tentar a sorte em Erechim. Comecei a faculdade e fazia estágio na RBS TV.  Foram épocas difíceis. Dividia um porão com mais cinco moças e me deslocava a pé da rodoviária até a televisão, para pagar a faculdade. Todo mês era um desafio até conseguir o crédito educativo. Roupas apenas o necessário e alimentação o básico.

 

A mulher vem ocupando espaços, onde antes era dominado por homens. A que você determina isso?

Diana: Sim, há algum tempo as mulheres vem buscando seus espaços nas diferentes esferas da sociedade. Atribuo isso primeiramente a muita força de vontade, dedicação, estudo e o respeito que a mulher tem que se dar para ser respeitada.

 

Onde você está atuando atualmente?

Diana: Atualmente dedico a minha vida a minha filha Maria Eduarda. Ao mesmo tempo em que atuo na Rádio Erechim também faço parte, há seis anos, com reeleição para mais três anos, do Conselho Fiscal da Sicredi Uniestados, sendo a primeira mulher a fazer parte de Conselho em 35 anos da instituição. Sou apaixonada pela cultura italiana e faço parte da Fainor´s. Ainda sou estudante de Reiki e Coaching. 

 

Como vê o empoderamento feminino?

Diana: Para mim empoderamento feminino não é apenas passar um batom, um salto e usar roupas poderosas, e sim, ser protagonista da sua própria história. Se permitir vencer os obstáculos e seguir adiante com foco e muito trabalho, transformando primeiro o ambiente aonde você vive.

 

Que conselho daria as mulheres que querem despertar e que por algum motivo ficam submissas?

Diana: O conhecimento transforma as pessoas. Então as mulheres precisam de conhecimento. Precisa dar o primeiro passo e quebrar paradigmas e lutar pelo seu espaço. Buscar aperfeiçoamento, trabalhar e gerir o seu próprio dinheiro para não ser dependente financeiramente nem do pai muito menos do marido. Daí para frente você escolhe como gerir sua história.

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